Várzea Grande
Várzea Grande debate políticas públicas na 11° Conferência Municipal de Assistência Social
Várzea Grande
Evento conta com a participação da sociedade civil, dos usuários dos serviços, dos trabalhadores da área, dos gestores públicos e das entidades parceiras
A Prefeitura de Várzea Grande, realizou nesta quinta-feira (3), a abertura da 11° Conferência Municipal de Assistência Social. A iniciativa visa fortalecer as políticas públicas, garantir direitos e consolidar uma cidade mais justa, humana e acolhedora. O evento ocorre hoje e amanhã (4), das 8h às 17h, no Centro Pastoral Padre Aldacir Carniel (Cepac).
O vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), participou da abertura e destacou a importância em ouvir as ideias das instituições sociais e da população em geral para saber em quais áreas o Município pode melhorar. “Nossa gestão é democrática e participativa em todos os setores, e não podemos ser diferentes dentro da Assistência Social”, pontua Tião.
A Secretária Municipal de Assistência Social, Cristina Saito, relata que o evento é fundamental e conta com a participação da sociedade civil, dos usuários dos serviços, dos trabalhadores da área, dos gestores públicos e das entidades parceiras.
“Aqui, vamos discutir as políticas, que ações que podemos implementar em nosso Município. Convocamos toda população para conversarmos sobre Assistência Social. As decisões que saem da conferência orientam e influenciam diretamente a elaboração de políticas públicas que farão a diferença na vida de várias pessoas assistidas pela nossa secretaria”, destaca Saito.
A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social e coordenadora da Proteção Social Básica do Município, Taynara Morais, destaca que é essencial que a política de Assistência Social se mantenha forte e participativa.
“A conferência é um espaço democrático onde discutimos políticas públicas e ideias. A participação de todos é tão importante: juntos, podemos construir uma rede de proteção social mais justa, acessível e eficiente para toda a comunidade, pois é nesse momento que nossa voz é ouvida e levada para as esferas estaduais e nacional”, conta.
Também participaram da abertura os vereadores: Alessandro Moreira (MDB), Charles da Educação (UB) e Samir Japonês (PL).
Várzea Grande
Câncer do colo do útero pode evoluir silenciosamente e médica de Várzea Grande alerta para importância do exame preventivo
O câncer do colo do útero pode se desenvolver silenciosamente, sem apresentar sintomas em suas fases iniciais. Por isso, manter os exames preventivos em dia é fundamental para identificar alterações que, se não forem acompanhadas e tratadas no momento adequado, podem evoluir para a doença. O alerta é da médica Gabrielle Chaves, da Unidade de Saúde da Cohab Cristo Rei, em Várzea Grande, que reforça a importância do rastreamento e orienta as mulheres a não esperarem o aparecimento de sintomas para procurar atendimento.
Segundo a médica, o principal objetivo do exame preventivo, também conhecido como Papanicolau ou CCO, é identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas se transformem em um problema mais grave. Muitas dessas lesões não provocam dor, sangramento ou qualquer outro sinal perceptível, o que torna o acompanhamento periódico ainda mais importante.
“Quando a mulher demora muito para realizar o exame, podemos perder a oportunidade de identificar uma lesão pré-cancerígena em tempo hábil e tratá-la antes que evolua para um câncer do colo do útero. Essas alterações podem ser assintomáticas e, quando descobertas tardiamente, o tratamento pode se tornar muito mais complexo”, explica Gabrielle.
A médica destaca que, dependendo do estágio em que uma alteração é identificada, podem ser indicados procedimentos para tratar lesões precursoras, evitando a progressão para um câncer invasivo. Entretanto, quando a doença já está instalada, a paciente pode necessitar de tratamentos especializados, como cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, conforme a avaliação médica.
“É para isso que serve o exame de rastreamento: para encontrarmos alterações antes de aparecerem os sintomas. Quando a mulher procura atendimento porque já apresenta algum sinal da doença, a finalidade da avaliação muda. Não estamos mais falando apenas de prevenção, mas da investigação de um possível problema de saúde, ou seja, passamos de uma situação de rastreamento/acompanhamento para o diagnóstico”, ressalta.
EXAMES DISPONÍVEIS NAS UNIDADES DE SAÚDE – Em Várzea Grande, todas as Unidades Básicas de Saúde oferecem a coleta do exame citopatológico do colo do útero (CCO). O atendimento é organizado de acordo com a rotina de cada unidade. Algumas trabalham com dias específicos para a realização do procedimento, enquanto outras recebem as pacientes por demanda espontânea de segunda à sexta-feira.
A orientação da médica é que as mulheres procurem a unidade de saúde mais próxima de casa para verificar como funciona o serviço e manter o acompanhamento preventivo.
O rastreamento do câncer do colo do útero é recomendado, de forma geral, para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a atividade sexual. A periodicidade depende do tipo de exame, dos resultados anteriores e das condições individuais de saúde, devendo seguir a orientação dos profissionais da rede.
Gabrielle também chama à atenção para a importância de guardar os resultados dos exames e manter o histórico atualizado na unidade de saúde, especialmente em situações de mudança de endereço ou transferência de atendimento.
“É importante que a mulher tenha esse controle, que seus exames estejam registrados e que ela saiba quando precisa retornar. Assim, não perdemos a oportunidade de identificar uma alteração no momento adequado e garantir o acompanhamento necessário”, orienta.
OUTUBRO ROSA REFORÇA CUIDADO PERMANENTE – A conscientização sobre o câncer do colo do útero integra as ações de cuidado com a saúde da mulher desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande durante o Outubro Rosa.
No Dia D da campanha, realizado no sábado (10), as 26 Unidades de Saúde da Família participantes contabilizaram 514 coletas de exames preventivos, além de consultas, solicitações de mamografia, vacinação e outros serviços.
A mobilização reforça que o cuidado com a saúde não deve ficar restrito às campanhas realizadas em datas específicas. O acompanhamento regular, a vacinação contra o HPV e a realização dos exames de rastreamento, conforme indicação, são medidas importantes para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer do colo do útero.
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