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Com apoio do Governo de MT, 22ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá começa nesta segunda-feira (14)

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A 22ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, o Cinemato, começa nesta segunda-feira (14.7) e segue até domingo (20.7), no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá. O evento, que traz uma programação gratuita para todos os públicos, conta com o patrocínio do Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

“É com satisfação que apoiamos um dos projetos mais importantes do calendário cultural do Estado. Além de sua importância para o fortalecimento da produção audiovisual em Mato Grosso, o Cinemato é um evento que sempre batalhou pela democratização do acesso ao cinema”, enfatiza o secretário da Secel, David Moura.

A programação inclui mostras competitivas, sessões com filmes premiados em outras edições, Cinema Escola, seminário, oficinas, e várias outras atividades. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis para retirada antecipada no site www.festivalcinemato.com.br.

Ao todo, o Festival exibirá 48 filmes. Na mostra competitiva de longa-metragem estão selecionados os filmes Kopenawa: Sonhar a Terra Floresta (RJ), Pedra Vermelha (RS), Concerto de Quintal (RO), Mawé (AM), O Silêncio das Ostras (MG) e Serra das Almas (PE). Mais 15 produções participam da mostra competitiva de curta-metragem, entre as quais, quatro de Mato Grosso: O Último Varredor, Albuesas, Maira Porongyta e Reagente.

Com o tema “Decolonizando a Amazônia”, a 22ª edição propõe uma reflexão sobre a construção política, cultural, econômica e social da região, valorizando os saberes e a autonomia de seus povos. O homenageado do ano é Silvino Santos (1886–1970), reconhecido como o “cineasta da selva”, por sua contribuição pioneira ao registro audiovisual da Amazônia no século 20.

Programação

A abertura da 22ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá ocorre nesta segunda-feira (14.7), às 19h30, com a exibição do filme “Amazonas, o Maior Rio do Mundo”, do cineasta Silvino Santos.

Durante toda a semana, a partir das 19h, o público poderá conferir e votar nos filmes exibidos nas Mostras Competitivas de curtas e longas-metragens, que concorrem ao Troféu Coxiponé.

O Cinema Escola, que traz sessões infantis ao Festival, será realizado na terça, quarta e quinta-feira (15, 16 e 17.7), a partir das 14h. Já na sexta (18.7), a partir das 15h, ocorre a Sessão Melhor Idade.

Os filmes premiados em outras edições e Festivais serão exibidos na sessão Hors Concurs, na sexta-feira (18), às 19h, e domingo (20), a partir das 18h30. O filme “Pasárgada”, dirigido por Dira Paes, encerra a sessão especial. Em seguida, a renomada atriz, fará a entrega do prêmio com seu nome a uma personagem feminina de destaque no audiovisual e em causas socioambientais.

A cerimônia de premiação com entrega do troféu Coxiponé aos realizadores dos filmes premiados será no domingo (20.7), às 21h20.

Além das exibições, a programação inclui Rodas de Conversa com os realizadores dos filmes, debate “Construindo a Coletividades de Políticas Públicas de Audiovisual”, oficinas de “Mentoria de Roteiro de Curta-metragem” e de “Produção Executiva”, além do “Seminário Decolonizando a Amazônia”. As atividades ocorrem de terça a sexta-feira (15 a 18.7).

Os horários e mais informações de toda a programação podem ser conferidos no site https://festivalcinemato.com.br/

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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