Polícia
Polícia Militar prende foragido da Justiça e mais dois suspeitos por porte de droga na Expoagro em Cuiabá
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A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem foragido da Justiça e dois homens por porte ilegal de drogas, nesta segunda-feira (14.7), em Cuiabá. Os suspeitos foram presos em flagrante durante policiamento da PM realizado na 57ª Expoagro.
As equipes policiais realizavam patrulhamento dentro do evento e notaram que um homem começou a correr em direção contrária ao visualizar os militares. Diante da situação suspeita, a PM fez acompanhamento e conseguiu deter o homem.
Em verificação de documentos foi constatado que o suspeito possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo, expedido pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido até a delegacia de Polinter para registro da ocorrência e demais providências.
Ainda durante a noite, a Polícia Militar realizou abordagens a dois homens em suspeita que tentaram fugir das equipes militares. Com eles, a PM localizou porções de cocaína e maconha, que os homens afirmaram que fariam uso durante o evento.
Eles receberam voz de prisão e foram conduzidos até a Central de Flagrantes para demais procedimentos que o caso requer.
O comandante do 1º Batalhão de PM, tenente-coronel Alessandro Pereira de Jesus, afirmou que os primeiros dias de evento seguiram sem ocorrências, além das prisões de segunda-feira (14), e ressaltou que a Polícia Militar continuará reforçando o policiamento até o fim desta semana.
“O primeiro fim de semana foi bastante seguro, sem nenhuma ocorrência e com a Polícia Militar dando a sensação de segurança ao público presente e auxiliando com as informações necessárias. Todo nosso efetivo está bastante empenhado para fazer com que todo o evento transcorra com toda a segurança necessária”, afirmou.
Policiamento reforçado
Mais de 500 policiais militares reforçam a 57ª Expoagro de Cuiabá, ao longo de todos os dias de evento. A operação da Polícia Militar teve início no dia 11 de julho e seguirá até o próximo dia 20, no Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro.
O policiamento é desenvolvido pelo 1º Comando Regional de Cuiabá, 1º Batalhão e demais unidades da Capital. Equipes da Força Tática, Raio, Batalhão de Trânsito, Regimento Montado e Comando Especializado também dão apoio, com o intuito de inibir a presença de infratores da lei, objetos ilícitos ou foragidos da Justiça.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Família é alvo da PC por esquema de agiotagem que cobrava até 20% de juros em Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18), a Operação Broken Chain, para cumprir ordens judiciais contra um grupo familiar investigado pela prática reiterada de agiotagem em Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de busca e apreensão e três ordens de medidas cautelares diversas da prisão contra um casal, G.D.O., de 76 anos, e M.I.P.D.L., de 55 anos, e o genro deles, D.L.C., de 29 anos.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon). As buscas foram cumpridas em uma residência em condomínio de luxo, no bairro Morada dos Nobres, e em outro imóvel residencial no bairro Recanto dos Pássaros, ambos na Capital.
Os suspeitos respondem a inquérito policial instaurado pela Decon para apuração dos crimes de usura pecuniária (agiotagem), previsto na Lei de Crimes contra a Economia Popular, e associação criminosa. Pelos dois crimes atualmente investigados, as penas máximas somadas podem chegar a cinco anos de prisão, além de multa.
A Decon também apura a prática de outros crimes eventualmente praticados, como extorsão, especialmente em razão de supostas formas intimidatórias de cobrança relatadas pelas vítimas.
Juros abusivos
Segundo as investigações, os suspeitos realizavam empréstimos informais com cobrança de juros que, em alguns casos, chegavam a 20% ao mês, utilizando cheques e notas promissórias como garantia. As vítimas relataram ainda cobranças intimidatórias, ameaças, pressões psicológicas e abordagens em residências e locais de trabalho.
Em um dos casos, uma vítima relatou ter tomado R$ 5 mil emprestados e pagou aproximadamente R$ 8,5 mil, mas, posteriormente, teria sido cobrada em mais R$ 14 mil. A investigação também identificou relatos de utilização de terceiros nas cobranças e de títulos de crédito posteriormente empregados em ações judiciais.
Além das buscas, a Justiça determinou que os três investigados não mantenham contato direto ou indireto com vítimas e testemunhas e permaneçam a pelo menos 200 metros delas.
Também foi determinada a suspensão de qualquer atividade, direta ou indireta, relacionada à oferta, concessão, intermediação, negociação ou cobrança de empréstimos com juros, inclusive por empresas, terceiros, redes sociais ou aplicativos de mensagens.

Apreensões
Durante o cumprimento das ordens judiciais na manhã desta sexta-feira, foram apreendidos R$ 9.970,00 em espécie e centenas de documentos, entre eles dezenas de notas promissórias, além de relações contendo números e dados de processos judiciais movidos contra possíveis vítimas de agiotagem.
O material apreendido será analisado pela equipe da Decon e poderá auxiliar na identificação de outras vítimas e na apuração da extensão da atividade investigada.
Denúncias
O titular da Decon, delegado Rogério Ferreira, destaca que vítimas de agiotas que utilizem ameaças, violência ou grave ameaça devem procurar a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência e obter judicialmente medidas que impeçam os investigados de continuar a cobrança, além de afastá-los das vítimas, testemunhas e de seus familiares.
O descumprimento dessas ordens judiciais ou a constatação, no curso das investigações, de eventual envolvimento de agiotas com facções criminosas, pode fundamentar a adoção de medidas cautelares mais gravosas, inclusive eventual representação pela prisão preventiva dos envolvidos.
“Muitas denúncias de agiotagem são feitas anonimamente, sem identificação das vítimas, o que dificulta o prosseguimento das investigações. Por se tratar de prática de caráter habitual, a identificação e o depoimento de múltiplas vítimas, acompanhados de documentos sobre empréstimos, pagamentos e cobranças, são imprescindíveis para comprovar a reiteração da conduta e permitir o avanço da investigação”, explicou o delegado.
Broken Chain
O nome Broken Chain, que significa corrente quebrada, faz referência ao objetivo de romper o ciclo de endividamento, dependência e intimidação ao qual as vítimas de agiotagem podem ser submetidas.
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