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Governo de MT forma 16 mulheres em tecnologia por meio do programa SER Família Mulher

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), certificou, neste sábado (3.8), 16 mulheres em situação de vulnerabilidade social, concluintes do curso de Programação do projeto Talento na Nuvem.

A iniciativa foi realizada em parceria com as empresas Nexa, Amazon Web Services (AWS) e Proz Educação. O objetivo foi promover a inclusão produtiva e ampliar o acesso ao mercado de trabalho na área de tecnologia.

O projeto também é parte do programa SER Família Mulher, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, com o objetivo de transformar realidades por meio da qualificação profissional e autonomia financeira.

Ao falar sobre a ação conjunta, a primeira-dama Virginia Mendes destacou o papel transformador do projeto na vida das participantes.

“Essa foi uma parceria essencial que vai possibilitar novos caminhos para essas guerreiras. Quando unimos esforços entre o poder público e a iniciativa privada, conseguimos gerar oportunidades reais e mudar histórias. Esse curso vai muito além do diploma: ele representa liberdade, dignidade e recomeço para muitas mulheres”, afirmou.


Foto: João Reis | Setasc-MT

Durante o curso, as participantes foram introduzidas ao universo da computação em nuvem, aprendendo desde ferramentas básicas de escritório e gerenciamento de arquivos até conceitos de programação. Além do conteúdo técnico, as aulas reforçaram habilidades como o pensamento analítico, a resiliência e a importância do aprendizado contínuo.

Para possibilitar a presença das alunas, a parceria ofereceu ajuda de custo para transporte e alimentação. Uma ação solidária também se destacou: servidoras da Setasc se voluntariaram para cuidar dos filhos das alunas durante o curso, permitindo que as mães pudessem se concentrar nos estudos.

O secretário de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, enfatizou que a formação representa muito mais do que o acesso ao conhecimento técnico, trata-se de uma política pública com poder de romper ciclos de vulnerabilidade e ampliar oportunidades de futuro. Segundo ele, o curso marca um avanço importante na inclusão produtiva de mulheres em situação de risco, ao conectá-las com um dos setores mais promissores do mercado — a tecnologia.

“Elas agora têm uma nova perspectiva. A capacitação em tecnologia e programação, viabilizada com apoio da Nexa, trouxe ferramentas concretas para que ingressem no mercado digital. Além disso, cada uma recebeu um notebook, essencial para iniciar essa nova etapa. O programa SER Família Mulher, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, tem exatamente esse propósito: promover autonomia e transformar vidas”, reforçou o secretário.

A capacitação foi conduzida pela Proz Educação em duas trilhas formativas: “Introdução ao Mundo Digital” e “Talento Cloud Pro”, que apresentou os serviços, conceitos e terminologias da AWS. Com a certificação em mãos, as alunas serão conectadas a oportunidades de trabalho por meio de uma rede de empregabilidade organizada pela Nexa e AWS.


Foto: João Reis | Setasc-MT

A formanda Josenice Rodrigues se emocionou ao relatar como a formação transformou sua vida. Mãe de cinco filhos, ela declarou que a oportunidade oferecida pela Setasc foi um divisor de águas em sua trajetória profissional e pessoal.

“Sempre sonhei em trabalhar com o digital, mas não sabia por onde começar. O curso me trouxe conhecimento, autoconfiança e novas amizades. Hoje, me sinto preparada para voltar ao mercado de trabalho e realizar meus projetos. Já me vejo como uma futura empresária. Foi uma experiência acolhedora, humana e transformadora. Agradeço a toda equipe da Setasc, principalmente a primeira-dama Virginia Mendes, que pensou em nós. Meus filhos agora me enxergam como inspiração e tudo o que aprendi, compartilhei com eles”, disse emocionada.

Em seu discurso na formatura do projeto “Talento na Nuvem”, a gerente de Comunicação Externa e Relações Institucionais da Nexa, Sharon Treiguer, destacou o compromisso da empresa com a inclusão feminina e parabenizou as formandas.

“É um orgulho representar a Nexa nesse momento especial. Somos uma empresa comprometida com a inclusão das mulheres no mercado de trabalho, inclusive na mineração. Um exemplo disso é a nossa unidade em Aripuanã, na região noroeste de Mato Grosso, onde mulheres ocupam os mais diversos cargos”, afirmou a gerente.


Foto: João Reis | Setasc-MT

A jovem Maria Eduarda Pereira Oliveira, de 22 anos, mãe de duas meninas, destacou como o curso foi essencial não apenas para sua qualificação profissional, mas também para que pudesse conciliar os desafios da maternidade com o desejo de crescer.

“Foi muito gratificante. Não tenho rede de apoio, mas o curso ofereceu acolhimento, ajuda com as crianças e auxílio financeiro, o que fez toda a diferença para muitas mães. Aprender tecnologia foi uma chance de mudar de vida. Agora já estou criando sites e me sinto pronta para o mercado de trabalho. O estudo é algo que ninguém tira da gente. Sou muito grata à primeira-dama Virginia Mendes por idealizar esse projeto que olha por nós com tanto cuidado e abre portas reais para o nosso futuro”, declarou.

A formatura foi marcada por emoção, gratidão e, principalmente, esperança. O Talento na Nuvem não apenas capacitou mulheres tecnicamente, mas também fortaleceu sonhos, ampliou horizontes e reafirmou o compromisso do Governo de Mato Grosso com políticas públicas transformadoras e inclusivas.


Foto: João Reis | Setasc-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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