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Governo aponta as feiras como importante espaço de trabalho, convivência, cultura e desenvolvimento

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf-MT) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) homenageiam os feirantes nesta segunda-feira (25.8), pela dedicação de homens e mulheres que transformam o esforço no campo em alimento de qualidade, renda e vínculos de confiança com a sociedade. Mais do que espaços de comercialização, as feiras livres representam pontos de encontro, cultura e fortalecimento da agricultura familiar.

Os feirantes são protagonistas de um trabalho que começa no cultivo e segue até a comercialização direta, com destaque para o relacionamento próximo e de confiança que constroem com os clientes. “Cada barraca é uma vitrine do esforço das famílias rurais, que se dedicam ao plantio, ao cuidado com a produção e à manutenção do elo direto com o consumidor, garantindo alimentos frescos, saudáveis e de qualidade”, destaca a secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.

Ao longo dos últimos anos, a Seaf-MT, em parceria com a Empaer e demais órgãos do Governo do Estado, tem ampliado os investimentos e incentivos para fortalecer a participação dos feirantes em eventos dentro e fora de Mato Grosso.

Um exemplo é a Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (FEAFTUR), que já se consolidou como vitrine de negócios, integração e aprendizado para centenas de produtores. Além dela, produtores da cadeia do leite, de queijos artesanais, do mel e de diversas culturas têm levado a qualidade mato-grossense para feiras nacionais, conquistando novos mercados e valorizando a produção local.

O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, também ressaltou a relevância dos feirantes no fortalecimento da agricultura familiar. “As feiras são mais do que espaços de venda: são ambientes de integração, troca de experiências e aprendizado, onde os produtores compartilham saberes e conquistam novas oportunidades. Esse contato direto com o consumidor valoriza a produção local e fortalece toda a cadeia”, afirmou.

O vice-governador Otaviano Pivetta, por sua vez, destacou seu entusiasmo com o segmento. “Sou um entusiasta das feiras e acredito que elas representam o verdadeiro espírito da agricultura familiar: proximidade, confiança e valorização do produtor. É nesses espaços que a sociedade reconhece, de forma mais clara, a importância do trabalho feito no campo”, disse.

“Nosso compromisso é apoiar quem está na linha de frente da agricultura familiar. Ao fomentar o segmento de feiras, ampliamos a renda das famílias rurais e garantimos que os consumidores tenham acesso a produtos de origem conhecida e produzidos com dedicação e respeito”, reforça Fujioka.

Além da FEAFTUR, a Seaf e a Empaer incentivam as feiras diárias da Agricultura Familiar, como ocorre diariamente no estacionamento das instituições, às terças-feiras no Sesc Arsenal, entre outros locais.

Éder Rogério participa da feira, e também comercializa seus produtos na estrada entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. Ele contou que vê na oportunidade uma boa opção de trabalho. “Eu fazia pamonha e caldo de “quenga”, recebi o convite para participar das feiras e aceitei. É bom, uma renda extra durante a semana, tenho um giro legal no fim o mês. Este espaço não é só importante para mim como para outras feirantes”.

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Arquivistas do Senado ajudam a guardar e contar a história do Brasil

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O Dia do Arquivista, celebrado em 20 de outubro, chama a atenção para o trabalho dos profissionais responsáveis pela organização, preservação e disponibilização de documentos. No Senado, registros produzidos ao longo dos 200 anos da atuação da instituição são conservados pelo Arquivo da Casa. O acervo também é fonte para projetos como o Arquivo S, que transforma o conteúdo dos documentos em reportagens acessíveis sobre o papel do Parlamento em momentos históricos do Brasil.

Memórias preservadas

O Arquivo S é um projeto multimídia mensal da Agência Senado em parceria com o Arquivo. Publicadas na primeira sexta-feira de cada mês no portal Senado Notícias, as reportagens especiais resgatam fatos marcantes da história do país a partir de registros, projetos de lei e discursos dos parlamentares, preservados no acervo do Arquivo do Senado.

As produções exigem interpretar a linguagem e o contexto dos documentos. O jornalista Ricardo Westin, responsável por grande parte das reportagens do Arquivo S, explica que esse trabalho envolve compreender tanto as informações evidentes quanto os aspectos que não aparecem diretamente nos textos.

— O maior desafio é compreender tanto o que está explícito quanto o que está silenciado nos registros. Para fazer essa tradução e interpretação, contamos sempre com a ajuda de historiadores especializados no tema. Eles explicam o contexto e as intenções dos diferentes atores envolvidos no acontecimento ou na avaliação que se fazia dele.

A série começou em 2014, com a publicação de um novo episódio a cada mês. Ao fim de cada ano, os textos são reunidos em um volume da coleção Arquivo S – O Senado na História do Brasil. As matérias também ganharam versões em áudio, produzidas em parceria com a Rádio Senado, ampliando o acesso ao conteúdo, inclusive para pessoas com deficiência visual.

Entre as histórias recuperadas pelo projeto, o jornalista relembra o caso do senador do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos, que minimizou a chegada da febre amarela ao Brasil em um discurso feito por volta de 1850. Meses depois, o parlamentar morreu em decorrência da própria doença.

— Durante a pandemia de covid-19, fizemos uma reportagem sobre as quarentenas e as epidemias de febre amarela no Brasil. Nos documentos, encontramos um discurso em que o senador negava que a doença que havia chegado ao país fosse febre amarela. Dois ou três meses depois, ele morreu da doença. É uma história pouco conhecida, que não costuma aparecer nos livros didáticos.

Na próxima semana, será lançada a 11ª edição da coleção, com reportagens publicadas ao longo do ano passado. A série já reúne dez volumes em versões física e digital, disponíveis para compra a preço de custo pela Livraria do Senado e para download gratuito pela Biblioteca do Senado.

O trabalho dos arquivistas

A produção do Arquivo S depende do trabalho dos arquivistas, responsáveis por classificar, organizar, avaliar e preservar os documentos utilizados. Essas atividades permitem verificar a autenticidade dos registros e garantir condições para que sejam consultados pelo público.

Westin destaca a parceria com esses profissionais na pesquisa e na localização das documentações que dão origem aos conteúdos.

— O papel dos arquivistas do Senado para o Arquivo S é importantíssimo. São eles que localizam os documentos originais para usarmos de fonte e reproduzirmos nas infomatérias. Sem o arquivo, esse trabalho não seria possível.

O Arquivo do Senado reúne cerca de 43 mil caixas de documentos produzidos e recebidos nas atividades legislativas e administrativas da Casa. O acervo remonta a 1788 e inclui projetos de lei, atas, anais, discursos, fotografias e outros registros.

Cidadania e democracia

Ao manter os registros organizados e acessíveis, os arquivistas preservam a memória institucional, o desenvolvimento de pesquisas e a transparência das ações públicas. Os documentos também podem servir de prova de decisões, tramitações e atos do poder público, contribuindo para a garantia de direitos.

A importância dessa função acompanha a Casa desde sua origem. O Arquivo foi criado na primeira sessão ordinária do Senado do Império, em 1826, com a atribuição de guardar a documentação produzida. Desde então, é reconhecido como sua “memória viva”.

Profissão histórica

A trajetória de Alonso Carneiro Pestana de Aguiar ajuda a contar a história da arquivologia. Nascido em 1840, em Vila Araxá (MG), ele foi nomeado amanuense do Senado em 1864. O cargo correspondia a funções de copista, escrevente ou secretário. Mais tarde, assumiu a responsabilidade pelo arquivo da instituição.

Alonso foi o primeiro “official archivista” da então Câmara dos Senadores. A história do servidor foi resgatada em pesquisa conjunta entre a Coordenação de Arquivo do Senado e a Universidade de Brasília (UnB) sobre documentos do Brasil Imperial e evidencia que os papéis guardam também histórias de pessoas que fizeram parte da Casa.

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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