Cuiabá
Prefeitura executa reparos em quase 2 mil bocas de lobo e atende mais de 100 bairros
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, tem intensificado, desde janeiro, as ações de manutenção do sistema de drenagem da capital. Em pouco mais de sete meses, foram executados reparos em quase 2 mil bocas de lobo, atendendo mais de 100 bairros espalhados por todas as regiões da cidade.
O trabalho inclui desobstrução de bocas de lobo e poços de visita, recuperação de caixas coletoras e substituição de tampas danificadas. Para garantir eficiência, são utilizados equipamentos como caminhão hidrojato, retroescavadeira e caminhão caçamba, que auxiliam tanto na sucção de resíduos quanto no acesso às estruturas subterrâneas.
O balanço parcial aponta a limpeza de 1.556 bocas de lobo, 155 poços de visita e mais de 7 quilômetros de redes de drenagem. Também foram repostas 142 tampas de bocas de lobo e 17 tampas de poços de visita, além da recuperação de 73 unidades. Todo o material recolhido, entre areia, cascalho, garrafas PET, sacolas plásticas e outros resíduos domésticos, recebeu destinação ambientalmente correta.
As equipes são compostas por trabalhadores braçais, operadores de máquinas e motoristas, atuando de forma integrada para garantir agilidade e eficácia no atendimento.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, os serviços são fundamentais para a prevenção de alagamentos e a preservação da malha viária.
“Estamos falando de uma ação contínua, que acontece diariamente em diferentes regiões. Esse cuidado com a drenagem é essencial para reduzir transtornos em épocas de chuva e garantir mais segurança, trafegabilidade e qualidade de vida para a população cuiabana”, destacou.
A manutenção da rede de drenagem integra o cronograma permanente de zeladoria da Prefeitura de Cuiabá, que segue avançando para atender cada vez mais localidades.
Entre os bairros contemplados com a manutenção do sistema de drenagem estão: 1º de Março; Alvorada; Altos da Serra I; Altos do Parque I e II; Areão; Bandeirantes; Barbado; Barra do Pari; Bela Marina; Bela Vista; Boa Esperança; Bosque da Saúde; Canjica; Centro Norte; Centro Sul; Cidade Alta; Consil; Coophamil; Coophema; CPA I, II, III e IV; Despraiado; Dom Aquino; Dom Bosco; Doutor Fábio; Duque de Caxias; Eldorado; Goiabeiras; Grande Terceiro; Industriário; Itapajé; João Bosco Pinheiro; Jordão; Jardim Aclimação; Jardim Araçá; Jardim Brasil; Jardim Califórnia; Jardim Carumbé; Jardim Campos Elíseos; Jardim das Américas; Jardim das Palmeiras; Jardim Europa; Jardim Florianópolis; Jardim Gramado; Jardim Imperial; Jardim Independência; Jardim Itália; Jardim Leblon; Jardim Mariana; Jardim Paulista; Jardim Passaredo; Jardim Presidente; Jardim Primavera; Jardim Renascer; Jardim Shangri-lá; Jardim Ubatam; Jardim Ubirajara; Jardim União; Jardim Vitória; Jardim Viranga; Jardim Cuiabá; Lixeira; Miguel Sutil; Morada do Ouro; Moradas da Serra; Novo Colorado; Novo Horizonte; Novo Paraíso; Núcleo Habitacional Sucuri; Osmar Cabral; Parque Atalaia; Pascoal Ramos; Pedra 90; Pedregal; Pico do Amor; Poção; Popular; Porto; Prareiro; Quilombo; Recanto dos Pássaros; Real Parque; Residencial Paiaguás; Residencial São José; Ribeirão do Lipa; Rodovia Palmiro Paes de Barros; Santa Amália; Santa Cruz; Santa Helena; Santa Isabel; Santa Laura; Santa Marta; Santa Rosa; São Carlos; São Mateus; Terra Nova; Tijucal; Três Barras; Três Lagoas; Village Flamboyant; Vila do Ipase; Vila Inocência; Vila Militar; Vista Alegre.
#PraCegoVer
A imagem mostra as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras realizando a operação de desobstrução de bocas-de-lobo.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Katiuscia propõe programa para prevenir feminicídios e defende afastamento de agressores
Com o número alarmante de 35 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026, a vereadora de Cuiabá Katiuscia Manteli (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá o Programa Mulher Viva. O programa tem com objetivo implementar medidas de prevenção para impedir que casos de violência doméstica evoluam para assassinatos.
Katiuscia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio precisa ocorrer antes do crime. Ela defendeu medidas mais rigorosas contra agressores identificados como uma ameaça à vida de mulheres. Mato Grosso está no topo do ranking brasileiro de feminicídio, em 2025, o estado registrou 54 feminicídios.
Katiuscia que é candidata à deputada federal, garantiu que se eleita também levará a proposta à Câmara Federal.
“Quando o Poder Público concede um botão do pânico ou uma medida protetiva a uma mulher, ele está reconhecendo que a vida desta mulher está em risco; que ela pode sim morrer”, afirmou Katiuscia.
Programa Mulher Viva
O Programa Mulher Viva está estruturado em quatro eixos: prevenção, proteção, responsabilização e reconstrução de vidas. A vereadora argumenta que medidas punitivas, embora necessárias, são adotadas depois que o crime já ocorreu e, por isso, precisam ser acompanhadas de ações preventivas.
“O feminicídio é um crime anunciado. Antes da morte, vem a violência. Vem a violência doméstica. Antes de ser morta, essa mulher foi violentada, essa mulher foi agredida, essa mulher foi torturada”, declarou Katiuscia.
A parlamentar também destacou o risco enfrentado por mulheres que decidem romper relacionamentos abusivos. Segundo ela, situações de dependência emocional e financeira podem dificultar o fim do ciclo de violência, enquanto a separação pode representar um período de maior vulnerabilidade diante de ameaças do agressor.
A proposta defendida por Katiuscia prevê uma resposta mais rigorosa em situações consideradas de alto risco, com foco no afastamento do agressor antes de uma eventual escalada da violência.
Ao tratar do endurecimento das penas, a vereadora afirmou que a punição dos responsáveis não é suficiente para reverter as consequências do feminicídio. “Temos que endurecer as penas, temos que buscar meios de que ele pague por isso, mas não vai trazer a vida dessa mulher de volta. Vai ser mais uma família acabada, mais filhos órfãos”, disse.
Katiuscia encerrou o pronunciamento defendendo que as medidas de prevenção sejam direcionadas também aos potenciais agressores. “Precisamos privar da liberdade o futuro feminicida, e não a vítima, e não a sua família. É esse o projeto, o programa que nós temos hoje apresentado como um projeto para a Câmara Federal”, concluiu.
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