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Compromisso com as mulheres de Mato Grosso

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O Agosto Lilás nos convida à reflexão sobre a importância de proteger a vida das mulheres e enfrentar, com firmeza, a violência que tantas ainda sofrem. Num mundo cada vez mais moderno, uma grande contradição nos perturba: nossas mulheres correm perigo.

Em Mato Grosso, a violência de gênero tem sido devastadora. Não atinge apenas as vítimas e suas famílias: destrói sonhos, gera medo coletivo e mancha toda a sociedade. São vidas interrompidas por homens que deveriam proteger e respeitar, mas escolhem o caminho da agressão. A cada ano, a brutalidade desses crimes assusta ainda mais e reforça a urgência de ações concretas.

A transformação dessa realidade passa pela educação e conscientização, tanto nas escolas quanto dentro de casa, para que o respeito, a empatia e a igualdade sejam aprendidos desde cedo. Mas também depende da defesa de leis rígidas, da aplicação das penas com o máximo rigor e da criação de políticas públicas que levem segurança e acolhimento às vítimas e seus familiares.

Como filho, marido e pai de uma mulher, sei o quanto é urgente avançarmos na construção de um Estado mais seguro e justo. Como deputado estadual, tenho buscado contribuir com ações que possam fazer diferença na vida das mulheres mato-grossenses. Sou autor da lei que garante o funcionamento 24 horas das Delegacias da Mulher em todo o Estado, com atendimento realizado por profissionais mulheres, preparadas para atender quem procura ajuda — para que se sintam seguras e sejam encorajadas, cada vez mais, a não se calar.

Entre outras iniciativas estão o Programa Órfãos do Feminicídio, que garante apoio às crianças que perderam suas mães; a campanha “21 Dias de Ativismo”, que promove conscientização em todo o Estado; e a vedação de benefícios fiscais e financiamentos a condenados por feminicídio, medida que reforça a responsabilização de agressores. São propostas que, cada uma em sua esfera, ajudam a fortalecer a rede de proteção, a prevenção e a justiça.

Encerramos o Agosto Lilás com esse compromisso: trabalhar para que Mato Grosso seja um lugar onde a educação previna, a lei seja aplicada com o máximo rigor e as políticas públicas acolham, oferecendo dignidade e segurança a todas as mulheres.

Mato Grosso, conte comigo.

Fabio Tardin é deputado estadual por Mato Grosso

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O Brasil precisa ser maior que suas diferenças políticas

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O resultado das eleições presidenciais de 2026 vai muito além da escolha de quem ocupará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos. Ele nos convida a refletir sobre o Brasil que estamos construindo e, principalmente, sobre a forma como temos lidado com nossas diferenças.

Mais uma vez, o processo eleitoral evidenciou divergências políticas e ideológicas que atravessam famílias, amizades e relações sociais. O que deveria ser uma expressão legítima da democracia, muitas vezes, transforma-se em motivo de conflitos, julgamentos e intolerância.

É preocupante perceber como o posicionamento político passou a ser utilizado, em determinadas situações, como medida para avaliar o caráter, a inteligência e até a dignidade das pessoas.

Mas desde quando pensar diferente significa ser inimigo?

A democracia existe justamente porque somos diferentes. Porque temos histórias, experiências, necessidades e visões distintas sobre o futuro do país. E nenhuma dessas diferenças deveria nos impedir de reconhecer a humanidade do outro.

O resultado das urnas define vencedores e derrotados em uma disputa eleitoral, mas não deveria dividir uma nação entre pessoas que merecem ou não respeito.

Independentemente das preferências políticas, continuamos sendo brasileiros que compartilham os mesmos desafios. A mãe que espera atendimento na saúde pública, o trabalhador que busca melhores condições de vida, o jovem que sonha com oportunidades e a família que luta diariamente para colocar comida na mesa não deveriam ser separados por escolhas partidárias.

Os problemas reais da população não desaparecem com o encerramento de uma eleição.

Por isso, o momento exige maturidade não apenas dos representantes eleitos, mas também de toda a sociedade.

Aos vencedores, cabe compreender que governar significa representar uma nação inteira, inclusive aqueles que não lhes confiaram o voto. Aos derrotados, permanece o direito legítimo de discordar, fiscalizar e exercer oposição, sempre dentro dos princípios democráticos.

Respeitar o resultado das urnas não significa abandonar convicções. Da mesma forma, defender uma opinião não exige desqualificar quem pensa diferente.

Precisamos recuperar algo que parece estar se perdendo em meio aos embates políticos: a capacidade de ouvir.

Ouvir sem atacar. Discordar sem ofender. Dialogar sem transformar cada conversa em uma disputa que precisa ter um vencedor.

Talvez a maior reconstrução de que o Brasil necessita não seja apenas econômica, política ou institucional, mas também humana.

Precisamos reconstruir a civilidade, fortalecer a empatia e compreender que nenhuma preferência partidária pode ser maior que o respeito ao próximo.

As eleições passam. Os governos mudam. Os mandatos terminam. Mas as relações humanas e os valores que sustentam uma sociedade precisam permanecer.

Que o resultado destas eleições não seja apenas mais um capítulo da polarização brasileira, mas uma oportunidade para refletirmos sobre o país que desejamos deixar às próximas gerações.

Porque pensar diferente é um direito. Respeitar as diferenças é um dever de convivência.

O Brasil não precisa de uma sociedade em que todos pensem igual. Precisa de cidadãos capazes de conviver, mesmo quando discordam.

Afinal, antes de sermos eleitores de qualquer candidato, somos seres humanos. E nenhuma disputa política deveria ser maior que a nossa humanidade.

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