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Desenvolve MT reforça presença no interior e amplia acesso ao crédito em diversos municípios em Mato Grosso

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No primeiro semestre de 2025, a Desenvolve MT ampliou o alcance de suas políticas de crédito no interior do Estado, reforçando o compromisso com a democratização do acesso a financiamento. A instituição renovou e estabeleceu novas parcerias estratégicas com diversos municípios, entre eles Alta Floresta, Água Boa, Sorriso, Várzea Grande e Cuiabá, impulsionando o desenvolvimento regional por meio do apoio a pequenos negócios e empreendedores locais

Atualmente, a agência mantém parceria com 52 municípios, envolvendo prefeituras, associações comerciais e Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL). Como parte da ação, a Agência segue promovendo cursos de capacitação presencial e on-line aos municípios parceiros para aprimorar o atendimento e a orientação aos empreendedores locais. Essas ações refletem o compromisso da instituição em ampliar sua atuação, garantindo a presença de agentes preparados e fortalecendo o desenvolvimento econômico em diferentes regiões.

Como é o caso de Várzea Grande, até julho, já foram liberados mais de R$4,4 milhões a 44 empresas, em Sorriso 35 empresas acessaram mais de R$2,3 milhões, em Campo Verde já ultrapassam R$1,3 milhões destinados a 11 empresas. Nos demais municípios, o investimento somam mais de R$2,5 milhões, recursos que ampliam o alcance do atendimento local e reforçam o papel estratégico dos agentes como elo entre a população e os serviços oferecidos.


O secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Verde, explica que o município enxerga o empreendedor como um grande parceiro da economia local, e tem investido em todo o ecossistema de apoio aos empresários dos pequenos negócios.

“A grande parceria com a Desenvolve MT vem fortalecendo as empresas por meio das linhas de crédito, que contribuem com a economia da cidade gerando emprego e renda, o que possibilita que os negócios perpetuem e cresçam cada vez mais”, comenta Henrique Soares.

Para o agente de crédito de Campo Verde, Carlos Gabriel Cordeiro Duarte, as capacitações são de extrema importância para que os agentes estejam sempre atualizados sobre as linhas de crédito ou processos dentro da plataforma, mas também para a qualidade de atendimento para os empreendedores.

“Quando você tem agentes no município você consegue ter mais abrangência, visitar as empresas, tudo isso faz muita diferença. Na maioria dos casos, conseguir colocar em ação um plano de crescimento da empresa, aumentar estoque, aumentar espaço físico, fazer curso de capacitação, essas são situações que a gente já tem aqui no nosso município e tem trazido bastante resultado.”, afirma Carlos.

Ele lembra ainda de clientes atendidos no município com o crédito da Desenvolve MT. “Tem o caso de uma empreendedora que abriu uma loja de roupas de bebê que comprou todo estoque inicial com o crédito, outro empresário que conseguiu montar um espaço para realizar o trabalho e os serviços de forma mais eficiente, entre outros casos.”.


Para a assessora técnica especial, Juliana Castro, os agentes representam a presença da Desenvolve MT dentro dos municípios, viabilizando as linhas e orientando os empreendedores. “Nosso compromisso é capacitá-los continuamente, porque sabemos que um agente bem preparado é capaz de transformar a realidade local, ajudando a movimentar a economia, gerar emprego e renda. É dessa forma que a Agência consegue estar próxima de quem mais precisa”, explica.

A Desenvolve MT já planeja novos ciclos de capacitação, com a meta de ampliar ainda mais o número de municípios contemplados. A expectativa é que, até o final do ano, mais parcerias sejam firmadas, permitindo que mais regiões tenham agentes preparados para orientar e acompanhar os empreendedores locais.

Para saber se o seu município já conta com agentes em atividade, acesse o site da Desenvolve MT. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 3613-7997. Após a assinatura do termo de cooperação, a Desenvolve MT oferece treinamento gratuito ao colaborador indicado.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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