Cuiabá
Prefeitura e forças de segurança interditam canil clandestino em Cuiabá
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Diretoria de Bem-Estar Animal (BEA) e da Secretaria de Ordem Pública (SORP), em ação conjunta com a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (DEMA), Vigilância Sanitária e Polícia Civil, interditou nesta segunda-feira (16) um canil clandestino onde foram encontrados mais de 70 cães de raça, além de um criadouro irregular de hamsters. A operação foi desencadeada após denúncias recebidas pelos canais oficiais da BEA e da SORP. O responsável pelo espaço não compareceu, sendo representado por sua mãe, M. F.
No endereço, localizado na Avenida Prainha, bairro Porto, foram identificadas condições insalubres e graves indícios de maus-tratos. Segundo a médica veterinária da BEA, Morgana Thereza Ens, a cena foi uma das mais impactantes em mais de 10 anos de experiência profissional.
“Nunca vi nada igual: insalubre, sujo, animais mortos, animais se alimentando de outros cadáveres, fezes espalhadas, comida velha. Foi uma cena muito difícil de presenciar”, relatou.
Os animais, de várias raças como Shih Tzu, Spitz Alemão e Pinscher, entre outras, estavam confinados em espaços pequenos, sem ventilação adequada e sem manejo sanitário. Também foram encontrados hamsters em um viveiro irregular. Muitos apresentavam sinais de doença e debilidade física.
A BEA iniciou imediatamente a triagem e os atendimentos emergenciais em clínica conveniada. Parte dos animais será encaminhada ao canil municipal até que haja condições para adoção responsável.
“Nosso papel agora é identificar, avaliar clinicamente e buscar lares responsáveis. Alguns vão para o canil até que consigamos dar o destino correto, porque o quantitativo de cães é muito alto”, explicou Morgana.
O espaço permanecerá interditado até nova deliberação das autoridades. Os responsáveis também foram multados.
Irregularidades e crime ambiental
De acordo com a secretária municipal de Ordem Pública, delegada Juliana Palhares, responsável pela operação junto aos demais órgãos, o local não possuía alvará sanitário, não tinha registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária e funcionava em desacordo com as normas de saúde e bem-estar animal. A descrição da atividade no alvará também não condizia com a realidade, estando registrada como “Comércio Varejista Hortifrutigranjeiro”, enquanto se tratava de um canil clandestino. O endereço informado no documento também era diferente, constando como Avenida 15 de Novembro.
A Vigilância Sanitária apreendeu medicamentos e vacinas vencidas, além de produtos sem nota fiscal. A notificação, registrada pelo veterinário Cláudio Guedes e pelo engenheiro sanitarista João Paulo Alves Sartorello, apontou irregularidades no âmbito sanitário, acúmulo de lixo (com risco de leishmaniose) e possível reservatório de vetores (como leptospirose).
“Flagramos uma situação absurda, sem condições mínimas de funcionamento. Além dos cães, encontramos ratos mortos, um rato devorando o cadáver de outro e um viveiro de hamsters totalmente irregular. É um caso grave de maus-tratos”, afirmou.
Os responsáveis foram conduzidos à DEMA, onde serão ouvidos para os devidos encaminhamentos legais e poderão responder criminalmente por maus-tratos e comercialização irregular. Quatro pessoas estavam no local, todas maiores de idade.
“Se constatado o maus-tratos, como está sendo constatado, poderão ser presos”, disse o representante da DEMA, Luiz Carlos.
Ação intersetorial
A operação envolveu diversas secretarias e órgãos públicos, incluindo a Limpurb, que iniciou a limpeza imediata do espaço. Segundo a equipe de fiscalização, além da interdição, a Vigilância Sanitária também adotará as medidas legais cabíveis.
A delegada Juliana Palhares fez um apelo à população para verificar a procedência dos animais antes da compra.
“Você que compra de canil clandestino fomenta esse tipo de situação. Nenhum animal merece passar por esse tormento. Confie na Prefeitura e nos órgãos de segurança para garantir um comércio legal e saudável”, alertou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Cuiabá aplica quase 1 milhão de doses de vacinas entre janeiro e outubro de 2026
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Primária, já aplicou 931.616 doses de vacinas entre janeiro e outubro de 2026. O número reforça o trabalho de vacinação desenvolvido na rede municipal de saúde para proteger a população contra doenças imunopreveníveis.
A imunização contempla diferentes faixas etárias, desde recém-nascidos até idosos, conforme as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.
Ao longo do ano, a SMS promoveu mobilizações para ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população aos imunizantes. Em abril, a capital realizou o Dia D de vacinação contra a influenza, com a abertura de 72 Unidades de Saúde da Família (USFs), abrangendo as regiões Sul, Norte, Leste e Oeste, além de distritos e comunidades rurais.
Em agosto, o município promoveu o Dia D de Multivacinação nas 72 USFs, como parte da Campanha Nacional de Multivacinação 2026. A ação teve como público-alvo principal crianças e adolescentes menores de 15 anos, com o objetivo de atualizar as cadernetas de vacinação.
Além disso, a Prefeitura de Cuiabá ampliou a vacinação contra a influenza para o público geral. Com a medida, qualquer pessoa que ainda não recebeu a dose pode procurar uma das 72 Unidades de Saúde da Família da capital para se imunizar.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a vacinação é fundamental para prevenir doenças e reduzir complicações na população.
“Alcançar mais de 931 mil doses aplicadas demonstra a importância do trabalho contínuo de imunização em Cuiabá. Nosso objetivo é garantir que a população tenha acesso às vacinas e esteja protegida contra doenças que podem ser prevenidas por meio da vacinação”, afirmou.
Em setembro, Cuiabá ampliou a oferta da vacina Pneumocócica 20-valente conjugada (Pneumo 20) para pessoas com 85 anos ou mais, seguindo as novas diretrizes do Ministério da Saúde. A medida amplia a proteção dos idosos contra doenças pneumocócicas, incluindo formas graves de pneumonia e meningite, e contribui para reduzir complicações e internações.
A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, ressalta o papel das Unidades de Saúde da Família na oferta dos imunizantes e na orientação dos moradores.
“As 72 Unidades de Saúde da Família são fundamentais para ampliar o acesso à vacinação em todas as regiões da capital. Orientamos a população a manter a caderneta atualizada e procurar a unidade de saúde para verificar quais doses são necessárias, de acordo com a idade e o histórico vacinal”, destaca Cinara Brito.
Para que serve cada vacina?
A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças. Confira a proteção oferecida pelos imunizantes disponíveis na rede municipal, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.
• BCG: protege contra formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa.
• Hepatite B: previne a infecção pelo vírus da hepatite B, que pode causar doenças crônicas no fígado.
• Poliomielite (VIP): previne a paralisia infantil.
• Pentavalente: protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B.
• Rotavírus: previne diarreias graves e desidratação, principalmente em crianças pequenas.
• Pneumocócicas: protegem contra doenças como pneumonia, meningite e outras infecções causadas por pneumococos.
• Meningocócicas C e ACWY: protegem contra doenças meningocócicas, incluindo formas graves de meningite.
• Tríplice viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
• Hepatite A: previne uma infecção viral que atinge o fígado e pode ser transmitida por água e alimentos contaminados.
• Febre amarela: previne a doença viral transmitida por mosquitos, que pode causar complicações graves.
• Influenza: protege contra os vírus da gripe contemplados pela vacina e reduz o risco de complicações.
• Covid-19: ajuda a prevenir formas graves da doença, internações e óbitos.
• HPV: previne infecções pelo papilomavírus humano associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo o câncer do colo do útero.
• Varicela: previne a catapora e suas possíveis complicações.
• Tetraviral: protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
• DTP: protege contra difteria, tétano e coqueluche.
• dT: oferece proteção contra difteria e tétano, inclusive por meio de doses de reforço.
• dTpa: protege contra difteria, tétano e coqueluche, sendo especialmente importante durante a gestação para ajudar a proteger o bebê.
• Vírus sincicial respiratório (VSR): quando indicada durante a gestação, ajuda a proteger o bebê contra infecções respiratórias graves, como a bronquiolite.
• Antirrábica humana: é indicada após exposição de risco à raiva, conforme avaliação do serviço de saúde. O atendimento deve ser procurado imediatamente após mordidas, arranhões ou outras situações de possível exposição.
Alguns imunizantes possuem oferta organizada por unidades e dias específicos. A vacina BCG, por exemplo, segue um cronograma semanal, com aplicação distribuída entre diferentes unidades de segunda a sexta-feira. Já a vacina contra a febre amarela é ofertada às terças e quintas-feiras em unidades específicas da capital.
A vacinação contra a covid-19 também segue uma organização por faixa etária e unidade. A Pfizer Pediátrica, destinada a crianças de 5 a 11 anos, está disponível às segundas-feiras na USF Jardim Imperial, às terças na USF Despraiado, às quartas na USF Parque Ohara e às sextas na Clínica da Família CPA I.
A Pfizer Baby, indicada para crianças de 6 meses a 4 anos, é ofertada em unidades selecionadas da rede municipal, entre elas USFs Nossa Senhora da Guia, Aguaçu, Rio dos Peixes, Coxipó do Ouro, Paiaguás, Cidade Verde, Despraiado, Jardim Florianópolis/União, Pico do Amor, Altos da Serra, Dr. Fábio, Jardim Imperial, Pedra 90, Parque Cuiabá, Osmar Cabral, Parque Ohara, Nico Baracat, São Gonçalo e Quilombo, além da Clínica da Família.
A vacina antirrábica humana está disponível em diversas unidades de saúde e deve ser procurada imediatamente após uma possível exposição ao vírus da raiva, para avaliação e definição do atendimento adequado.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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