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Polícia Militar deflagra Operação Força Total nos 142 municípios de Mato Grosso

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A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18.9), em todos os comandos regionais do estado, a 19ª Edição da Operação Força Total – Policiais militares a serviço do Brasil. Na região metropolitana, o lançamento ocorreu na Praça Cultural do CPA II, com a participação dos comandantes das unidades especializadas da instituição.

A ação é realizada em todo o território nacional com apoio do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG-PM). A operação visa a intensificação da atuação das polícias militares de todo o país, com foco na detenção de suspeitos em flagrante delito, apreensões de armas e drogas e demais ações de garantia da segurança da população e ordem pública.

O comandante-adjunto da Polícia Militar, coronel André Willian Dorileo, declarou que essa é mais uma importante ação no âmbito da Operação Tolerância Zero, do Governo do Estado, no combate à criminalidade e às facções criminosas. Nesta edição, serão realizadas diversas ações preventivas, como pontos demonstrativos, saturações e abordagens policiais, com o objetivo de garantir a ordem pública e combater crimes de roubo, furto e outras práticas criminosas.

“A Operação Força Total tem como principal objetivo reforçar o policiamento tático e ostensivo, em conjunto de ações estratégicas e planejadas das nossas equipes militares para intensificar a presença da Polícia Militar nas ruas, como já ocorre no âmbito do Programa Tolerância Zero”, declarou o coronel Dorileo.

Conforme o comandante do 1º Comando Regional, coronel Lima Júnior, houve reforço no efetivo de 72 militares somente na Capital. “Há um esforço de todos os nossos policiais militares para garantir a segurança da população cuiabana e mato-grossense. Essa é uma importante operação que ocorre simultaneamente em todo o Estado e, sendo assim, não haverá espaço para marginalidade. Nosso objetivo é resgatar a sensação de segurança da população por meio do policiamento ostensivo e tático”.

A operação é feita em conjunto pelos 15 Comandos Regionais da PMMT e também com atuação das unidades especializadas como Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Força Tática, Batalhão De Polícia Militar De Proteção Ambiental e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Fonte: PM MT – MT

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Operação derruba esquema que suava funcionários e motoristas para desviar cargas de soja

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.

Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.

A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.

A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.

Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.

Como funcionava o esquema

A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.

As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.

As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Apreensões

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.

A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.

A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.

Nome da operação

O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.

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