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Deputado Valdir Barranco cobra explicações sobre acidente que matou três trabalhadores em obras da BR-163

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, durante sessão ordinária desta quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os requerimentos nº 565 e 566/2025, que cobram informações do superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso, Kellen Arthur Preza Nogueira, e do diretor-presidente da concessionária Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, sobre o trágico acidente ocorrido no último dia 10, no Km 729 da BR-163, em Sorriso.

O episódio, considerado de “gravidade extrema”, resultou na morte dos trabalhadores Iury da Silva, Francisco de Albuquerque e Jordel Freitas, contratados há menos de um mês pela concessionária responsável pelas obras de duplicação da rodovia. De acordo com informações da PRF, um rolo compressor utilizado no serviço teria passado sobre as vítimas. Dois morreram no local e o terceiro chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Barranco afirmou que a Assembleia tem o dever de cobrar respostas rápidas e transparentes. “Não podemos aceitar que vidas sejam ceifadas em um canteiro de obras sem que se conheçam as responsabilidades. Exijo que a concessionária e a PRF prestem contas sobre quais medidas estão sendo tomadas para garantir justiça às famílias das vítimas e segurança aos demais trabalhadores”, declarou.

A Nova Rota do Oeste, em nota pública, lamentou as mortes e disse estar colaborando com as autoridades. As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal, da Politec e da Polícia Civil. Para o deputado, no entanto, não basta aguardar os inquéritos. “É obrigação desta Casa de Leis fiscalizar o cumprimento das normas de segurança, cobrar informações oficiais e acompanhar de perto a atuação de concessionárias que lidam com serviços de interesse público”, ressaltou.

O parlamentar destacou ainda que o Brasil registra altos índices de mortes no trabalho. Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, mais de 2,5 mil trabalhadores perderam a vida em acidentes laborais apenas em 2023. “Esses números mostram que não estamos diante de um caso isolado, mas de um problema estrutural que precisa de enfrentamento. Segurança do trabalho não é custo, é direito humano básico”, reforçou Barranco.

Os requerimentos apresentados solicitam, entre outros pontos, esclarecimentos sobre os treinamentos oferecidos aos trabalhadores, as condições de execução dos serviços e as ações de apoio às famílias dos três mortos.

Fonte: ALMT – MT

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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT

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