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Local da infância de José Lins do Rego é tombado pelo Iphan

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O Engenho Corredor, localizado na zona rural de Pilar, na Paraíba, é o mais novo conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pelo Iphan. Além de seu valor histórico, por ter sido cenário econômico-social da ascensão e decadência dos antigos engenhos de cana-de-açúcar, foi neste engenho que viveu um dos maiores escritores brasileiros, José Lins do Rego. 

Entre os espaços que compõem o tombamento estão a Casa de Purgar, onde o açúcar era purificado e branqueado após o processo de refino, a Antiga Senzala e a Casa Sede, ambas restauradas, além dos remanescentes e ruínas da Casa de Engenho. Foi nesse cenário que José Lins do Rego viveu suas primeiras memórias de vida e é também o local onde se passam algumas de suas obras mais famosas, como Menino de Engenho, Usina e Fogo Morto, produzidas entre os anos 30 e 40. 

Autor do Modernismo brasileiro, José Lins do Rêgo se destacou pelo regionalismo, valorizando os costumes locais e integrando à sua literatura elementos autobiográficos e crítica sociopolítica.

Atualmente o Engenho Corredor é aberto à visitação. Quem leu as obras de Lins do Rêgo pode ver de perto o cenário onde foram ambientadas. A casa contém móveis de época, utensílios e fotos da família e do fundador, o avô do escritor. Para visitar, é necessário agendamento. 


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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