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Carla Akotirene recebe comenda Maria Quitéria na Câmara de Salvador

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Em clima festivo e ao som do bloco afro Ilê Aiyê, Carla Akotirene chegou ao plenário da Câmara para receber a comenda Maria Quitéria. Pesquisadora, professora e autora de obras de referência sobre feminismo negro e interseccionalidade, ela também é idealizadora do projeto O Pará Saberes, que incentiva jovens negros na pós-graduação. “Uma honraria para minha comunidade ancestral e para todas as mulheres que são achincalhadas, aviltadas, atrapalhadas nos seus propósitos. Eu tenho certeza que a Luiza Bairros, Macota Baldina, Lélia González, todas elas estão celebrando comigo porque a gente recebe racismo patriarcal diariamente, mas hoje é dia da gente receber aplausos, axé”, disse.

A comenda foi uma proposição do vereador Silvio Humberto, fundador do instituto cultural onde Carla deu início à formação. Para ele, a homenagem simboliza o reconhecimento de uma trajetória marcada pelo ativismo e pela a luta anti-racista. “A comenda a Maria Quitéria é a mais alta porcaria desta casa e ao contrário, a doutora Carla Akotirene não estamos apenas reconhecendo sua carreira individual, mas sim, um marco para a cidade e para o país”, declarou. A solenidade teve a presença de representantes do movimento negro, de casas de Candomblé, além de autoridades políticas.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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