Polícia
Foragidos por roubo e tráfico de drogas são presos pela Polícia Civil em Rondonópolis
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Dois foragidos da Justiça, envolvidos em crimes de roubo e tráfico de drogas, tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, na sexta-feira (26.9), em ações distintas realizadas pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
O primeiro foragido preso, de 29 anos, estava com mandado de prisão expedido pela 4ª Vara Criminal de Rondonópolis, por condenação a 15 anos, 8 meses e 16 dias de reclusão pelo crime de roubo qualificado.
O caso ocorreu em 21 de fevereiro de 2024, quando o autor, armado com um revólver calibre .38, rendeu três pessoas em um estabelecimento comercial localizado na Avenida Rio Branco. Na ocasião, foram subtraídos 20 aparelhos celulares, pertencentes tanto à loja quanto aos clientes, além de outros pertences.
O suspeito é reincidente e responde a outros inquéritos em andamento na Derf de Rondonópolis, havendo possibilidade de serem expedidos novos mandados de prisão em seu desfavor.
O segundo mandado de prisão foi cumprido contra um jovem de 22 anos, investigado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A ordem judicial de prisão preventiva foi emitida pela 5ª Vara Criminal de Rondonópolis.
Com essas prisões, a Derf de Rondonópolis totaliza quatro pessoas presas em menos de 24 horas, sendo dois capturados na quinta-feira (25) e outros dois nesta sexta-feira (26).
As ações fazem parte da Operação Tolerância Zero, programa estadual de segurança pública que tem como objetivo intensificar o combate às facções criminosas e à criminalidade em geral em Mato Grosso.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saiba quem são os servidores da SES investigados por extorquir colega em mais de R$ 1,1 milhão
Conteúdo/ODOC – Os servidores Deiwson Ortelhado e Fernanda Leite da Matta, ambos lotados no setor administrativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).
Eles são investigados por integrar um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho.
Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os dois teriam se aproveitado da confiança e da vulnerabilidade emocional da servidora para convencê-la de que ela e seus familiares estavam sendo ameaçados por agiotas, exigindo pagamentos sucessivos para supostamente quitar uma dívida.
O esquema teria começado em 2022, quando Deiwson pediu que a vítima emprestasse sua conta bancária alegando precisar pagar um agiota.
A partir daí, conforme a Polícia Civil, os investigados passaram a sustentar uma falsa narrativa de que a servidora também havia se tornado alvo dos criminosos.
De acordo com a apuração, Fernanda reforçava a versão, afirmando viver a mesma situação e dizendo que intermediava negociações para impedir ataques contra as famílias das duas.
Enquanto isso, novas cobranças eram feitas sob o argumento de que a dívida aumentava constantemente por causa dos juros.
Dominada pelo medo, a vítima realizou diversas transferências entre 2022 e 2025. Para atender às exigências, ela contraiu empréstimos, utilizou limite de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e empregou dinheiro reservado para construir a própria casa e garantir o futuro dos filhos.
Ainda segundo a investigação, a servidora também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete destinada ao marido de Fernanda, permanecendo responsável pelo pagamento das parcelas.
O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e impediu que ela continuasse mantendo contato com a investigada. Em seguida, o caso foi denunciado à Polícia Civil.
A quebra do sigilo bancário confirmou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta de Fernanda.
A análise financeira ainda apontou que parte dos valores foi repassada a outras pessoas ligadas ao grupo investigado.
Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos, intensa circulação de dinheiro, milhares de saques em espécie e indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, o que pode configurar lavagem de dinheiro.

A Operação
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, uma ordem de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros. As medidas podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e outras pessoas ligadas ao fluxo financeiro identificado durante as investigações.
A SES informou que colaborou com os trabalhos da Polícia Civil. Já a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o cumprimento das medidas relacionadas ao policial investigado.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Laço Oculto busca recuperar os valores obtidos por meio da suposta extorsão, além de apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a apuração de possíveis crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.
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