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TCEstudantil recebe 20 alunos de Ciências Contábeis da Unemat de Tangará da Serra

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Acadêmicos de Ciências Contábeis do campus de Tangará da Serra da Unemat. Clique aqui para ampliar

Acadêmicos de Ciências Contábeis do campus de Tangará da Serra da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) foram recebidos no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para o projeto TCEstudantil, nesta terça-feira (30). A visita cumpre o objetivo de apresentar a estrutura e o funcionamento do órgão à comunidade acadêmica, possibilitando uma aproximação.

Durante as apresentações, os participantes puderam conhecer as funções da Consultoria Jurídica Geral do TCE-MT, apresentadas pelo assessor jurídico Paulo do Prado Filho. “É fundamental essa aproximação da sociedade, principalmente estudantes que vão ser os profissionais do futuro, para que eles estejam familiarizados com a função tão importante que o Tribunal exerce”, defendeu o jurista. 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Os estudantes participaram de palestras sobre o funcionamento do órgão. Clique aqui para ampliar

O auditor público externo Marcelo Pereira da Silva apresentou aos universitários o viés fiscalizador de controle externo do TCE-MT e seus instrumentos de fiscalização, como as auditorias, levantamentos e monitoramentos. Para ele, o papel de fiscalização social é uma das lições principais da visita.

“A visita dos alunos aqui no Tribunal de Contas tem acontecido de forma rotineira. Eles conhecem um pouco do Controle Externo e têm um vislumbre do que é o controle social, que na verdade todos nós, como cidadãos, temos esse papel e essa responsabilidade, e que muitas vezes nós não conseguimos compreender corretamente”, esclareceu Marcelo Pereira. 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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SOs acadêmicos também puderam acompanhar uma sessão Plenária Presencial. Clique aqui para ampliar 

Além de palestras, os alunos tiveram a oportunidade de ver o Plenário do TCE-MT em funcionamento, durante Sessão Ordinária Presencial. Para a aluna do 6º semestre Laysa Antonielly da Silva a visita serviu como inspiração. “Ver a grandeza de tudo aqui é de brilhar os olhos. Hoje, conseguimos ver uma sessão do Plenário também, que foi muito importante. A gente conseguiu ver que a contabilidade está em todos os aspectos e é muito importante a atuação do contador. Então, serviu para abrir nossos olhos para o leque de possibilidades de atuação”, disse a estudante. 

Já para o acadêmico Marcos Wigner foi como ver na prática o que eles já aprenderam em sala de aula. “A gente já aborda na sala de aula sobre como que funciona tudo, mas conhecer pessoalmente é muito importante para mim como cidadão e como universitário. Fiquei impressionado com toda a estrutura, como os profissionais são capacitados e com a sessão de Plenário que eu achei incrível. Foi uma primeira impressão que me deixou muito feliz de ter participado.”

Desde 2001, o TCEstudantil já recebeu mais de 40 mil alunos de diferentes instituições de ensino públicas e privadas, contribuindo com sua formação acadêmica e cidadã.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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