Polícia
Polícia Civil deflagra “Dia D” da operação voltada à proteção dos idosos
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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (1º/10), em todo o Estado, a “Operação Virtude”, com o objetivo de promover ações voltadas para proteção da pessoa idosa. A operação faz parte da Política Nacional de Proteção à Pessoa Idosa, do Ministério da Justiça.
De acordo com a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra Mulher e Vulneráveis, a delegada Mariell Antonini, o plano de ação é estadual e cada cidade desenvolve sua programação. Em Cuiabá, as atividades alusivas ao “Dia D” foram promovidas pela Delegacia Especializada de Delitos Contra Pessoa Idosa (DEDCPI).
Na ocasião, foi organizada uma força tarefa que contou com o emprego de 20 policiais e 10 viaturas, divididos em 10 equipes para o cumprimento a 20 ordens de serviço e intimações. “Diferente das nossas operações cotidianas, aqui nós vamos atrás de vítimas com mais de 60 anos. O que é um pouco fora da nossa rotina, em que nas operações o foco, geralmente, é prender o suspeito”, explicou o delegado da DEDCPI, Marcos Veloso, sobre a dinâmica da Operação Virtude, que tem como propósito averiguar as denúncias recebidas pela unidade, constatando as condições sociais em que o idoso é submetido.
Para a coordenadora Mariell, a ação é fundamental para preservação dos direitos da pessoa idosa. “Nesse caso, além de os policiais verificarem as acomodações, dispensas, vestimentas, climatização do local onde a pessoa idosa é abrigada, etc. O policial também deve ter um olhar sensível para todo o contexto, relatando se há algum descaso ou se se trata de uma situação de vulnerabilidade social”, destacou a delegada sobre a sensibilidade da temática em relação à expectativa de cuidado e às condições reais de assistência da família perante a pessoa idosa.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Saiba quem são os servidores da SES investigados por extorquir colega em mais de R$ 1,1 milhão
Conteúdo/ODOC – Os servidores Deiwson Ortelhado e Fernanda Leite da Matta, ambos lotados no setor administrativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).
Eles são investigados por integrar um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho.
Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os dois teriam se aproveitado da confiança e da vulnerabilidade emocional da servidora para convencê-la de que ela e seus familiares estavam sendo ameaçados por agiotas, exigindo pagamentos sucessivos para supostamente quitar uma dívida.
O esquema teria começado em 2022, quando Deiwson pediu que a vítima emprestasse sua conta bancária alegando precisar pagar um agiota.
A partir daí, conforme a Polícia Civil, os investigados passaram a sustentar uma falsa narrativa de que a servidora também havia se tornado alvo dos criminosos.
De acordo com a apuração, Fernanda reforçava a versão, afirmando viver a mesma situação e dizendo que intermediava negociações para impedir ataques contra as famílias das duas.
Enquanto isso, novas cobranças eram feitas sob o argumento de que a dívida aumentava constantemente por causa dos juros.
Dominada pelo medo, a vítima realizou diversas transferências entre 2022 e 2025. Para atender às exigências, ela contraiu empréstimos, utilizou limite de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e empregou dinheiro reservado para construir a própria casa e garantir o futuro dos filhos.
Ainda segundo a investigação, a servidora também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete destinada ao marido de Fernanda, permanecendo responsável pelo pagamento das parcelas.
O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e impediu que ela continuasse mantendo contato com a investigada. Em seguida, o caso foi denunciado à Polícia Civil.
A quebra do sigilo bancário confirmou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta de Fernanda.
A análise financeira ainda apontou que parte dos valores foi repassada a outras pessoas ligadas ao grupo investigado.
Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos, intensa circulação de dinheiro, milhares de saques em espécie e indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, o que pode configurar lavagem de dinheiro.

A Operação
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, uma ordem de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros. As medidas podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e outras pessoas ligadas ao fluxo financeiro identificado durante as investigações.
A SES informou que colaborou com os trabalhos da Polícia Civil. Já a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o cumprimento das medidas relacionadas ao policial investigado.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Laço Oculto busca recuperar os valores obtidos por meio da suposta extorsão, além de apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a apuração de possíveis crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.
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