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Polícia Civil prende homem que descumpriu medidas protetivas e foi morar perto de ex-companheira

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM), prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (8.10), um homem, de 38 anos, acusado de descumprir medidas protetivas que o impediam de se aproximar da ex-companheira, de 22 anos.

A vítima solicitou as medidas protetivas de urgência após ser agredida durante uma discussão familiar. O casal já tinha um histórico de violência doméstica.

Diante da denúncia, a delegada Judá Marcondes representou pelas medidas protetivas de urgência, que foram deferidas pelo Poder Judiciário.

Porém, o ex-companheiro passou a morar próximo à casa da vítima, violando a medida judicial, que impôs, entre outras coisas, a proibição de se aproximar da ex-companheira, com limite máximo de 500 metros.

Com isso, na manhã desta quarta-feira, a equipe da DEDM foi até a casa do suspeito, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, e o prendeu em flagrante. Ele foi conduzido à delegacia e está à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Homem que matou ex após vê-la abraçada com outro é condenado a 16 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Nova Xavantina (a 645 km de Cuiabá) condenou, nesta terça-feira (20), Adailton de Souza Alves pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e o crime praticado em contexto de violência doméstica. 

A pena foi fixada em 16 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro. No fim da sessão, a Justiça expediu mandado de prisão contra o condenado, que participou do julgamento por videoconferência e é considerado foragido. 

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em setembro de 2017. Na ocasião, o acusado foi até a casa da vítima, com quem havia mantido um relacionamento afetivo e de quem estava separado. Maria José fazia a limpeza do quintal quando foi surpreendida por Adailton, que sacou uma arma de fogo e atirou contra ela. 

A perícia constatou que o disparo atingiu o tórax da vítima e atravessou o coração, causando a morte dela. Depois do crime, o réu fugiu de motocicleta. Em seguida, passou na casa de um amigo, seguiu para o município de Campinápolis e descartou a arma utilizada no homicídio durante o percurso. 

Segundo o Ministério Público, o assassinato foi motivado por ciúmes e pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. Dias antes do crime, ele teria visto Maria José abraçando outro homem em um estabelecimento comercial pertencente à filha dela. Para a acusação, essa circunstância demonstrou a motivação fútil do homicídio e evidenciou o contexto de violência de gênero. 

A denúncia também apontou que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa. Ela foi atacada de forma repentina enquanto realizava atividades domésticas, sem tempo para reagir ou buscar proteção. Essas circunstâncias levaram o Ministério Público a sustentar a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, tese reconhecida pelos jurados durante o julgamento.

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