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Mato Grosso destaca cultura, gastronomia e natureza em uma das maiores feiras de turismo da América Latina

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Mato Grosso participou da Abav Expo 2025, realizada no Rio de Janeiro, de 8 a 10 de outubro, consolidando sua presença em um dos principais eventos do setor turístico da América Latina.

A feira é reconhecida como a maior de posicionamento de mercado do continente, por reunir um público diversificado que inclui agentes e operadores nacionais e internacionais, imprensa e grandes compradores.

Neste ano, o estande de Mato Grosso, com 100 metros quadrados, se destacou pela combinação entre cultura, gastronomia e natureza.

O espaço contou com a presença de representantes dos povos indígenas balatiponé-umutina e haliti-paresi, além de secretários municipais de turismo e 15 operadores que apresentam os principais roteiros do estado.

A programação incluiu ainda a Cozinha Show do chef Marcelo Cotrim, que prepara receitas típicas mato-grossenses ao vivo para o público, e apresentações culturais que celebram a identidade regional, como o violão de João Márcio e a tradicional viola de cocho do mestre Alcides.

A secretária adjunta de Turismo da Sedec, Maria Letícia Costa, destacou o compromisso do Estado em equilibrar desenvolvimento e sustentabilidade, além dos investimentos em turismo como um dos segmentos econômicos em crescimento, com a vinda de mais turistas ao Estado e dos próprios mato-grossenses viajando mais.

“Além das belezas naturais, Mato Grosso tem investido fortemente em práticas de turismo responsável. Somos fortes no agronegócio — na soja, no algodão, no milho —, mas fazemos questão de lembrar que preservamos cerca de 60% do nosso território. A sustentabilidade está diretamente ligada à forma como conduzimos o turismo, sempre com responsabilidade e com o apoio de guias locais e empreendedores comprometidos com boas práticas ambientais”, afirmou.

Projeção nacional e internacional

Para o presidente da ABAV-MT e dono de uma agência de turismo em Cuiabá, Omar Canavarros, participar da ABAX Expo é essencial para projetar Mato Grosso no cenário nacional e internacional.

“Esse ano já são mais de 50 anos de evento, e estarmos presentes com estande próprio do Governo de Mato Grosso é de suma importância. É uma forma da gente mostrar para o Brasil e para o mundo as belezas e os pontos turísticos do nosso estado — o Pantanal, o Araguaia, a Amazônia, o Cerrado. Quem não é visto, não é lembrado. E a ABAV é o maior encontro de turismo e negócios da América Latina, com mais de 40 mil visitantes e 2 mil fornecedores. É a principal forma de mostrar o que Mato Grosso tem a oferecer”, afirmou.

Omar também destacou a importância da infraestrutura e da qualificação profissional para o fortalecimento do setor.

“O turista, quando viaja, quer conforto e um bom atendimento. Por isso, é fundamental termos boas estradas, restaurantes preparados e profissionais capacitados. A cada ano, o número de visitantes tem aumentado, e isso é resultado direto do esforço conjunto entre poder público e iniciativa privada”, completou.

A Abav Expo

Considerada uma feira multifuncional, a Abav Expo vai além da comercialização de pacotes e produtos turísticos, abrindo espaço para a promoção de destinos, o intercâmbio de experiências e a geração de negócios. É também a mais tradicional do segmento, organizada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), e reúne as principais operadoras e agências do país.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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