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Ser médico é escolher a vida todos os dias

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*Por Ana Flávia Nasrala

No dia 18 de outubro, celebramos o Dia do Médico, uma data que nos convida à reflexão sobre o compromisso diário de cuidar da vida em todas as suas fases, formas e fragilidades. Ser médico é estar presente em momentos de dor, esperança, superação e, muitas vezes, de despedida. É colocar o conhecimento a serviço da humanidade, com técnica, ciência e, acima de tudo, empatia.

Vivemos tempos em que a medicina avança em ritmo acelerado. Tecnologias transformam diagnósticos, tratamentos se tornam mais precisos e a comunicação entre equipes e pacientes ganha agilidade e alcance. Mas, diante de todas essas inovações, há algo que permanece essencial e insubstituível, o olhar humano do médico. A escuta atenta, o toque cuidadoso, o respeito às escolhas do paciente são gestos que nenhum algoritmo pode replicar.

Na Help Vida, onde atuo como Diretora Técnica e cardiologista, vejo diariamente o impacto positivo que a medicina humanizada pode causar na vida das pessoas. Quando levamos o cuidado para dentro da casa do paciente, estamos também levando dignidade, segurança e conforto. O ambiente familiar permite que o médico enxergue o paciente como um todo, inserido em sua rotina, em sua história, em seus vínculos afetivos. E isso muda tudo.

A atenção domiciliar, aliada à expertise médica e a uma equipe multidisciplinar preparada, permite um acompanhamento mais próximo, seguro e resolutivo. É a medicina que respeita o tempo do paciente, que acolhe suas necessidades e que promove saúde no cotidiano, junto à família, com autonomia e qualidade de vida.

Ser médico é também assumir um compromisso com a sociedade. É compreender que cada consulta, cada diagnóstico e cada orientação têm o poder de transformar realidades. O médico é muitas vezes o primeiro a acolher a dor e o medo do outro, e o primeiro a reacender a esperança. É uma profissão que exige preparo técnico, mas também equilíbrio emocional, ética e compaixão para lidar com a vulnerabilidade humana de forma respeitosa e responsável.

Pessoalmente, vejo a medicina como uma escolha de entrega. E é também um privilégio ser testemunha de tantas histórias, tantas vitórias e tantas transformações. Neste dia, deixo aqui o meu reconhecimento e a minha gratidão a todos os colegas de profissão que, com ética e dedicação, fazem da medicina um instrumento de cuidado verdadeiro.

*Ana Flávia Nasrala é Diretora Técnica da Help Vida e médica cardiologista.

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Opinião

PL e MDB na reta final: aliança pode ser decisiva para o rumo das eleições em Mato Grosso

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A campanha eleitoral em Mato Grosso entra em sua fase decisiva, e as alianças construídas nos últimos meses começam a mostrar seu verdadeiro peso. Entre os movimentos que chamam atenção está a aproximação entre PL e MDB uma composição que reúne forças políticas distintas, mas que pode representar uma estratégia importante para a disputa deste ano.

 

Na reta final, não há mais espaço para alianças apenas no papel. É o momento em que lideranças precisam transformar acordos políticos em presença nas ruas, votos e capacidade de convencimento do eleitor.

 

E é justamente nesse ponto que a união entre PL e MDB passa a ser observada com mais atenção.

 

O PL, com uma base eleitoral fortemente identificada com a direita e com o bolsonarismo, possui uma militância mobilizada e um eleitorado fiel. O MDB, por sua vez, carrega uma estrutura política tradicional, presença em municípios e lideranças com capacidade de diálogo com diferentes grupos.

A pergunta agora é se essas duas forças conseguirão trabalhar de forma coordenada até o dia da eleição.

 

Mais do que cargos, uma disputa por espaço

Na reta final, alianças deixam de ser apenas uma questão de composição partidária e passam a representar uma disputa direta por espaço político.

PL e MDB precisam mostrar ao eleitor que existe um projeto comum capaz de superar as diferenças internas e reunir votos suficientes para fortalecer seus candidatos.

O desafio está justamente em equilibrar interesses. O eleitor do PL espera uma postura alinhada aos valores da direita, enquanto o MDB possui uma história política mais ampla e uma composição interna diversificada.

Essa equação precisará ser administrada com habilidade.

 

O eleitor ainda pode mudar o jogo

Apesar das alianças e das estruturas partidárias, a decisão final continua nas mãos do eleitor.

Na reta final, muitos votos ainda podem migrar. Candidatos podem crescer, perder espaço e alterar o equilíbrio da disputa em poucos dias.

Por isso, a aproximação entre PL e MDB pode ser importante, mas precisará ser acompanhada de estratégia, presença política e capacidade de comunicação.

No fim das contas, **aliança não ganha eleição sozinha**. Ela cria condições para uma candidatura competitiva. O resultado depende da capacidade de transformar essa união em confiança e, principalmente, em voto.

 

Mato Grosso entra na fase decisiva

Com a campanha chegando ao momento mais importante, os próximos dias serão fundamentais para medir a força real dessa composição.

PL e MDB chegam à reta final diante de uma oportunidade, mas também de uma responsabilidade: provar que a união entre suas estruturas pode produzir resultado eleitoral.

O cenário está aberto, e cada movimento agora terá peso maior.

 

Na política, quando a eleição se aproxima, alianças deixam de ser promessa de futuro e passam a ser testadas no presente. E é justamente nas últimas semanas que Mato Grosso começará a mostrar quais forças realmente conseguiram transformar articulação política em votos.

 

Por Kelly Silva
Kelly Silva é Jornalista Política.

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