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CGE e Seduc disponibilizam site oficial do projeto “Estudante – Cidadão do Futuro”

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A Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) disponibilizaram, nesta quarta-feira (22.10), o site oficial do projeto “Estudante – Cidadão do Futuro”. Lançada no último dia 14 de outubro, a iniciativa busca despertar nos jovens da rede pública estadual o interesse pela gestão governamental, pela ética e pelo controle social, por meio de atividades educativas, culturais e formativas.

No site, o público pode conhecer os objetivos do projeto, seus parceiros institucionais, o público-alvo e as escolas participantes, além de acompanhar notícias, registros audiovisuais e atualizações sobre as ações em andamento. Desenvolvida pela Unidade de Inteligência da CGE-MT, a página também disponibiliza galerias de fotos e vídeos, informações sobre a oficina de produção audiovisual, o regulamento do concurso de vídeos e materiais de apoio para professores e alunos sobre o tema “Cidadania e Ética Digital”, que norteia esta primeira edição.

Neste primeiro ano, participam 10 escolas estaduais, cada uma representada por 15 estudantes do ensino médio e um professor orientador. Entre as atividades já realizadas estão a apresentação teatral nas escolas sobre a formação do Estado e o estímulo à participação cidadã, a seleção dos times, a visita guiada ao Centro Político Administrativo, à CGE-MT e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), além de uma palestra sobre cidadania digital.

A próxima fase será marcada pela oficina de produção de vídeos, conduzida por profissionais da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom-MT). Durante a formação, os 150 alunos receberão orientações básicas sobre roteiro, produção, iluminação, áudio, captação de imagem e edição.

Concurso

O concurso de vídeos curtos “Cidadania e Ética Digital” é uma das principais ações do projeto. Os 150 alunos participantes deverão produzir vídeos originais de até 3 minutos sobre o tema proposto.

Todos os trabalhos passarão por curadoria técnica da comissão organizadora, que verificará a aderência ao tema, o respeito às normas éticas e o uso de linguagem adequada. A avaliação dos trabalhos será feita em duas etapas, com pesos iguais: votação popular nas redes sociais da CGE e Seduc e análise técnica de uma comissão formada por representantes das instituições parceiras.

A pontuação final resultará da média entre o engajamento nas redes sociais e a nota técnica atribuída pelos avaliadores. Os autores dos três melhores vídeos serão reconhecidos em cerimônia oficial, com entrega de certificados, premiação em dinheiro (R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil) e fones de ouvido bluetooth para cada estudante da equipe. O valor em dinheiro deverá ser destinado ao grêmio estudantil da escola correspondente.

O projeto conta com o apoio da Secom-MT, Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT), Receita Federal e TRE-MT. Acesse o site estudantecidadaodofuturo.mt.gov.br e saiba mais sobre a ação.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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