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“Estávamos esquecidos, mas o Governo tem cuidado e investido na Região Oeste”, afirma prefeito de Mirassol D’Oeste

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O governador Mauro Mendes percorreu, nesta sexta-feira (24.10), os municípios de Curvelândia, Mirassol D’Oeste e São José dos Quatro Marcos, onde inaugurou obras, vistoriou empreendimentos e assinou convênios. Todas as ações somam mais de R$ 140 milhões em investimentos e foram destacadas pelos prefeitos dos três municípios.

O prefeito de Mirassol d’Oeste, Héctor Bezerra, afirmou que a região Oeste estava esquecida, mas essa condição vem mudando desde 2019.

“O atual governo tem cuidado do município de Mirassol, investindo muito na região Oeste. Nós estávamos esquecidos, mas o Estado conduziu e estamos recebendo grandes investimentos. Recebemos máquinas, equipamentos, pavimentação, e isso nos fortaleceu para que pudéssemos atender melhor a nossa população”, disse.

O prefeito de Curvelândia comentou que o município tem recebido investimentos em todas as áreas. “O Estado tem olhado para nós e aportado recursos para continuar o desenvolvimento do nosso município. São asfalto, casas, equipamentos, ônibus para as escolas. Isso tudo nos traz alegria de fazer parte desse governo, pois esses investimentos têm feito a diferença em Curvelândia”, apontou.

Já o prefeito de São José dos Quatro Marcos, Jamis Silva, também destacou que o investimento do Estado tem melhorado a vida da população na região Oeste.

“Os investimentos do governo foram chegando e, hoje, podemos considerar de volta que a região Oeste é uma das melhores do Estado. Houve um avanço total na nossa região — no social, na infraestrutura, na educação. O Estado tem feito muito por São José dos Quatro Marcos e por nossa região”, disse.

Durante as entregas e vistorias, o governador Mauro Mendes destacou que os investimentos são resultado dos recursos bem aplicados, que dão retorno para população.

“Aqui já é o ‘Vale das Oportunidades’. Quando o governo investe, melhora para todo mundo. Nós temos feito bastante e feito de tudo um pouco, porque é assim que se evolui uma cidade, uma sociedade, um Estado e um país. E isso nós temos conseguido fazer. Não existe uma única cidade em Mato Grosso que não possa dizer que não recebeu importantes investimentos”, afirmou.

Curvelândia

No município, a comitiva vistoriou as obras de construção de casas populares no bairro Jardim Paulista, pelo programa SER Família Habitação – Faixa 0, voltado para famílias com renda per capita de até R$ 218. O aporte foi de R$ 2,5 milhões do Estado.

Eles também vistoriaram as obras de asfaltamento de ruas da mesma comunidade, com R$ 1,8 milhão de recursos estaduais.


Mayke Toscano/Secom-MT

O governador também autorizou convênios para recuperar o asfalto da avenida Rio Branco, reformar a quadra poliesportiva da Escola Estadual Boa Esperança e construir a agência municipal de trânsito. Juntas, as autorizações representam um investimento de mais de R$ 7 milhões.

Mirassol D’Oeste

Depois de Curvelândia, a comitiva seguiu para Mirassol d’Oeste para a entrega da rotatória de acesso ao município na MT-250, que recebeu investimentos de R$ 1,4 milhão do Estado.

Mauro Mendes e Virginia Mendes vistoriaram, em seguida, mais obras de construção de casas populares pelo programa SER Família Habitação – Faixa 0. São 50 unidades no total, e o aporte do governo é de R$ 4,8 milhões. Na sequência, lançaram a construção de 100 casas populares do Residencial Manancial, pelo programa SER Família Habitação, para famílias que se enquadram nas faixas 1 a 4.

Na mesma oportunidade, o governador Mauro Mendes lançou as obras de duplicação de 10 km da MT-175, entre Mirassol d’Oeste e São José dos Quatro Marcos. O investimento do governo será de R$ 29,7 milhões.


Mayke Toscano/Secom-MT

“Não é apenas uma duplicação que vai ligar Mirassol a São José dos Quatro Marcos, mas vai unir também Vale de São Domingos, Araputanga, Jauru e Indiavaí, emendando toda a região à BR-174, em Pontes e Lacerda. É uma obra significativa e que vai salvar vidas”, apontou o deputado estadual Valmir Moretto.

Também foram assinadas as autorizações para os convênios de construção da rede de captação de água do Córrego Caramujo, no valor de R$ 21,5 milhões; de asfaltamento de ruas do bairro São Francisco, com R$ 2,5 milhões de recursos estaduais; e a construção de uma nova escola municipal, com R$ 21,5 milhões de contrapartida do Estado.

Ainda foram autorizadas a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros Militar no município e a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual João Campos Vidal, que vão receber R$ 7,08 milhões e R$ 1,3 milhão de investimentos estaduais, respectivamente.

São José dos Quatro Marcos

No município, foram assinadas as autorizações para convênios de asfaltamento de ruas e avenidas, com aporte de R$ 4,5 milhões para a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Miguel Barbosa, que vai receber R$ 1,3 milhão em investimentos


Mayke Toscano/Secom-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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