Cuiabá
Cultura, Sabor e Arte ao ar livre movimentam a Praça Alencastro
Cuiabá
A 6ª edição da Feira Cultura, Sabor e Arte, realizada pela Secretaria Municipal de Cultura, na Praça Alencastro, na quinta-feira (30) nasceu de uma iniciativa denominada “Vem pra Praça”, que tem o propósito de aproximar ainda mais a cultura popular da comunidade, para levar as ações culturais para um espaço mais acessível e próximo das pessoas. E a novidade agradou os expositores pelo movimento, pela alegria e receptividade. Músicos e bailarina do Projeto Piano Gente se apresentaram pela manhã e a tarde, dando um toque especial a programação. As 5 edições anteriores aconteceram na sede da Secretaria Municipal de Cultura, na Av. Barão de Melgaço.
Segundo a secretária adjunta de Cultura Popular, Vilmara da Silva Vidica, que na oportunidade representou o secretário Municipal de Cultura, Jhonny Everson, a proposta inicial era continuar as atividades na Secretaria, mas logo percebeu-se a importância de trazer o movimento para a Praça. “Lá dentro, na Secretaria, o ambiente é acolhedor e aberto ao público, mas muitas pessoas ainda não conhecem o espaço. Aqui na Praça, temos uma maior concentração de pessoas e conseguimos tornar o movimento mais aberto, mais popular, mais visível”, explica.
Considera-se que a ação na Praça Alencastro democratiza o acesso à cultura, uma vez que ocupa espaços públicos e promove a integração entre artistas, moradores e visitantes. “Vem pra Praça é, portanto, um convite para todos participarem, conhecerem e celebrarem a cultura viva que pulsa em nossa cidade”, frisou Vilmara.
Para Denize Rodrigues, do bairro Pedregal, a mudança para a praça rendeu-lhe boas vendas. “Hoje a venda foi muito rápida, tanto que eu tive que voltar lá em casa para fabricar mais e trazer, porque antes do meio dia já tinha vendido quase tudo. Foi uma vantagem muito grande, o biscoito de queijo foi vendido rapidamente”, declarou.
Sua banca apresenta algumas variedades de salgados assados (em bandejas), doces, biscoitos, sonhos recheados.
Sandra Aparecida da Silva Pereira, do bairro Cohab Nova, não perdeu nenhuma das edições, e esta, sendo a 6ª edição e estreando na Praça Alencastro, regada de muitas expectativas boas. “Sou só gratidão pelo secretário de Cultura, Johnny Everson e toda equipe por estar facilitando para nós, esse contato com o público. Lá na Secretaria é mais restrito, aqui as pessoas circulam, dão uma olhada, e compram. Aqui é mais fácil”, frisou. Ela expõe paçoca de pilão, cacau cuiabano, biscoitos cuiabanos, curau e outros.
Geize Padilha comercializa variedades de itens de artesanato e também gostou do novo espaço.
A feira contou, ainda, com artesanato de crochês, panos de pratos bordados, almofadas já caracterizadas em clima de natal, bem como porta panetones, bijuterias, e muito mais.
E o espaço gourmet, com pratos típicos, como peixe seco com arroz, peixe frito, Maria Isabel, frango à parmegiana e sarapatel.
Quem não aproveitou a oportunidade, tem que ficar na torcida para que no mês de novembro seja realizada no mesmo lugar. “Vamos avaliar se a próxima edição será aqui na Praça Alencastro ou na Secretaria de Cultura”, pontou a secretária Vilmara.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Vistoria técnica busca prevenir desabamentos no Centro Histórico de Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) realizaram, nesta quinta-feira (15), uma vistoria técnica no Centro Histórico da capital para avaliar as condições de conservação de casarões e outras edificações antigas. A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, com o objetivo de identificar situações de risco e definir medidas para evitar desabamentos e preservar o patrimônio histórico.
A visita foi realizada a partir de levantamentos anteriores feitos por técnicos municipais, que identificaram imóveis com sinais de degradação, falta de manutenção e necessidade de escoramento. Com a presença de representantes do IPHAN, as equipes percorreram as edificações para verificar as condições estruturais e reunir informações que subsidiarão a definição de medidas emergenciais de conservação.
De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, o município já havia produzido um relatório técnico sobre a situação de diversos imóveis do Centro Histórico, encaminhado aos órgãos responsáveis para avaliação conjunta.
“Essas casas estão sofrendo com a falta de manutenção. Muitas estão abandonadas e, com a ação do sol e da chuva ao longo do tempo, os materiais vão se deteriorando. Algumas já estão escoradas e outras também vão precisar desse suporte. Para resolver essa questão, será necessária uma reforma geral, para evitar que essas edificações desabem e se percam”, destacou.
O diretor técnico do Patrimônio Histórico de Cuiabá, Josino Bisneto de Moura, da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, ressaltou a importância da vistoria para identificar as intervenções necessárias, principalmente durante o período chuvoso. Segundo ele, algumas edificações apresentam condições preocupantes, inclusive imóveis que pertencem ao município.
“Fizemos uma série de vistorias e levantamentos junto com a Defesa Civil Municipal e constatamos situações que estão próximas do colapso em algumas edificações. A partir desse trabalho, queremos levantar as condições necessárias para prevenir esses problemas”, afirmou Josino.
Para os imóveis sob responsabilidade da Prefeitura, estudos e projetos para serviços de escoramento e manutenção já estão prontos. A medida busca reduzir os riscos e proteger as estruturas durante o período de chuvas.
Conservação e capacitação técnica
Além da avaliação dos imóveis em situação mais crítica, a atuação do IPHAN também busca fortalecer as ações de preservação do patrimônio histórico. A proposta inclui capacitações técnicas para engenheiros e arquitetos, com foco na padronização de projetos e na orientação de proprietários e comerciantes sobre as diretrizes adequadas de conservação dentro do polígono tombado.
O coordenador-geral de Conservação do IPHAN e gestor do programa Conviver, Paulo Farsetti, explicou que o instituto desenvolve iniciativas voltadas à recuperação de imóveis históricos e ao apoio a famílias de baixa renda que não têm condições de arcar com os custos de conservação.
“Temos uma frente de trabalho dedicada a moradores e proprietários de imóveis tombados nos centros históricos brasileiros que não têm renda suficiente para fazer a conservação. São os chamados canteiros-modelos de conservação, que permitem recuperar essas edificações, capacitar estudantes de arquitetura e engenharia e envolver a comunidade na valorização desse patrimônio”, explicou Farsetti.
Em Cuiabá, o trabalho é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e envolve técnicas tradicionais de construção, como o uso de terra crua e madeira. A iniciativa contribui para a formação de novos profissionais e incentiva a participação dos moradores na preservação dos imóveis históricos.
A vistoria conjunta representa mais uma etapa no levantamento das condições das edificações do Centro Histórico. A partir das avaliações, os órgãos envolvidos poderão definir as medidas prioritárias para reduzir riscos, orientar intervenções e contribuir para a conservação de um dos principais conjuntos históricos de Cuiabá.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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