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Estudantes da rede estadual apresentam projetos na VI Mostra Científica STEAM 2025

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Termina nesta sexta-feira (7.11) a etapa estadual da VI Mostra Científica STEAM Seduc/MT 2025, evento da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) que celebra o protagonismo e a criatividade dos estudantes da rede pública de ensino.

Desde quarta-feira (5), 40 equipes finalistas apresentam seus projetos a uma banca examinadora, representando 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs). As transmissões são feitas ao vivo pelo canal da Seduc no YouTube, garantindo que toda a comunidade escolar acompanhe as apresentações.

Cada grupo tem 10 minutos para expor sua pesquisa e 5 minutos para responder às perguntas dos avaliadores, que definirão os 1º, 2º e 3º lugares nas categorias C1 (Ensino Fundamental) e C2 (Ensino Médio).

Nesta edição, 71 projetos científicos foram inscritos em todo o estado. Cada DRE selecionou seus representantes por categoria, destacando experiências que unem conhecimento e prática nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática, que são os pilares da abordagem STEAM.

Na avaliação do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, mais do que uma competição, a Mostra é um espaço de aprendizagem ativa, onde os alunos são convidados a observar, investigar, experimentar e comunicar suas descobertas.

“A proposta é estimular o pensamento crítico, a criatividade e o trabalho em equipe, transformando a curiosidade dos estudantes em projetos capazes de impactar suas comunidades”, completa o secretário.

Premiação

Os estudantes e professores orientadores das equipes premiadas receberão equipamentos tecnológicos como forma de incentivo à pesquisa e ao protagonismo estudantil. O 1º lugar vai receber um notebook para cada estudante e professor orientador; o 2º lugar receberá um tablet para cada integrante da equipe; e o 3º lugar, um headphone para cada participante.

STEAM

A abordagem STEAM integra cinco áreas do conhecimento, Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática (sigla em inglês de Science, Technology, Engineering, Art and Math). Essa abordagem propõe o aprendizado por meio de projetos e desafios práticos, colocando os estudantes no centro do processo educativo e promovendo uma aprendizagem ativa e interdisciplinar.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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