Cultura
Projeto Guri amplia polos e leva educação musical a jovens
Cultura
O Projeto Guri completa 30 anos de inclusão social e de democratização do acesso à arte e à cultura. O programa de educação musical, que surgiu como política pública no estado de São Paulo, já atendeu mais de 1 milhão de crianças, adolescentes e jovens.

O programa leva música aonde o acesso à arte é mais precário. Em Guaianases, no extremo leste da capital paulista, o projeto Guri atende jovens como o João Pedro Simplício, que faz aulas de percussão há sete anos e pratica bateria no polo do projeto, sem precisar mais batucar escondido nas panelas da mãe dele. Hoje, com 16 anos, João Pedro conta o que aprendeu com o programa de educação musical.
Quando eu era mais criança eu só ficava vidrado no celular, só deitado assim na cama sem fazer nada da vida, sem estudar, sem nada. Mas aí quando eu conheci o Guri, sinceramente isso me transformou de verdade. Eu venho adquirido uma rotina muito de costumes, né? Que eu jamais imaginei que eu podia ter. Me fez enxergar a responsabilidade que eu tenho como adolescente indo para uma fase adulta, entendeu?
Logo que o projeto Guri surgiu, ainda nos anos 1990, o primeiro polo do projeto foi criado na Fundação Casa, levando educação musical gratuita para jovens que cumpriam medidas socioeducativas. Os integrantes do projeto já se apresentaram com o cantor Toquinho, lançaram músicas gravadas em CD e já representaram o Brasil na ONU.
O programa também recebeu a Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República em 2003. Nos anos 2000, o projeto Guri se expandiu pelo mundo. Esteve presente em uma conferência de orquestras na África do Sul. Jovens do Coral do Guri participaram do show do músico britânico Roger Waters e também receberam o Papa Bento XVI no Campo de Marte.
Professor há dez anos
O Daniel Filho é professor de saxofone no projeto Guri há mais de dez anos. Ele já deu aulas em vários polos do programa e comenta a oportunidade de os alunos terem acesso a instrumentos musicais de orquestra.
O fato de você ver um aluno ali tocando um oboé ali pela primeira vez chegando ali assim, ele quer fazer aula de um instrumento, mas ele vê aquele instrumento meio exótico para ele ali do universo dele, ele assim, isso pegar um aluno de 12 anos, assim, você dá um oboé ali para ele, começa a ficar intrigado com aquela aquele fazer, fazer a palheta dele, fazer, observando nossa assim, isso é uma coisa que se não fosse um programa desse, assim…[inaudível].
Para celebrar os 30 anos, o projeto Guri passará a ter 634 polos de ensino com 120 mil vagas gratuitas. Neste mês de novembro, uma série de apresentações acontecem na capital paulista e também no interior do estado.
A programação está disponível no endereço souguri.art.br.
Cultura
Começa a Semana Dança Cariri no interior do Ceará
A arte da dança em suas mais variadas versões será celebrada a partir desta quinta-feira, no interior do estado do Ceará, com a abertura da 16ª edição do Festival Internacional Semana Dança Cariri. 

São 10 dias de evento com tema “Dançar é reescrever histórias” . A promoção é do Instituto de Artes Dança Cariri. As apresentações acontecerão nas cidades de Juazeiro do Norte e Crato, localizadas na região do Cariri cearense e contará com a participação de artistas e professores do Piauí, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, além do Ceará e convidados do Chile e do México.
O diretor do Festival, Alysson Amâncio, dá mais detalhes da programação:
“Serão 28 atividades com espetáculos, oficinas, palestras, rodada de negócios, roda de conversas, residências artísticas, tudo completamente gratuito e com acessibilidade. Quem tiver interessado, é só entrar no nosso Instagram @semanadancacariri e tem tudo lá.”
A abertura será às 18h30, no BNB Cultural, em Juazeiro do Norte, com participação do artista visual Alexandre Heberte. Logo após a cerimônia de abertura, no mesmo espaço os artistas Ireno Júnior, Samuel Alvís e Datan Izaká da Plataforma Danças Que Temos Feito, do Piauí, apresentam o espetáculo “Guiança”. Em paralelo, às 19h30, o Teatro Patativa do Assaré, que fica no Sesc de Juazeiro, recebe o espetáculo “A Rainha”, de Mara Alexandre.
Além do BNB e do Patativa, as apresentações e ações formativas ocuparão o Teatro Luciany Maria do Instituto de Artes Dança Cariri, Centro Cultural Sérvulo Esmeraldo e Museu Casa Mestre Aldenir – espaços situados nas duas cidades anfitriãs. O Festival segue até o dia 26 de setembro.
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