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Max Russi admite possibilidade de reajuste na Assembleia após aprovação do aumento do TJ

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Groso, deputado Max Russi (PSB), admitiu a possibilidade de a Casa conceder reajuste salarial aos seus servidores após a aprovação, na quarta-feira (19), do aumento de 6,8% para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A sinalização ocorre em meio ao debate sobre um possível “efeito cascata” provocado pela decisão que contrariou o Palácio Paiaguás.

Em resposta ao questionamento sobre o impacto da medida e a pressão para que outras categorias busquem recomposição, Max Russi afirmou que o movimento é esperado.

“Pode acontecer. É natural essa discussão. Quando um setor, um segmento de uma instituição é beneficiado, outras instituições também vão buscar isso. É um direito de todos os servidores buscar recomposição, aumento. Isso faz parte das discussões. Agora, tem que esperar esse projeto avançar e ver o que que as outras categorias vão fazer”, declarou o chefe do Legislativo após a aprovação.

O posicionamento contrasta com a resistência do Palácio Paiaguás, que tentou evitar a aprovação do reajuste do Tribunal justamente para impedir que outras categorias, incluindo a própria Assembleia, buscassem o mesmo índice.

O projeto de reajuste aprovado nesta quarta vai agora para sanção do governador Mauro Mendes (União). A tendência é que a propositura seja vetada, já que o governador tem dito que a medida pode comprometer o orçamento do Estado e causar efeito cascata, com potencial de gerar um rombo de R$ 1,6 bilhão ao cofre  estadual.

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Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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