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Polícia Militar reúne 2.190 participantes na 25ª Corrida Homens do Mato

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Com o tema “Valorização Profissional e Saúde Mental”, a Polícia Militar de Mato Grosso reuniu, na manhã deste domingo (23.11), 2.190 participantes na 25ª Corrida Homens do Mato. Com trajetos de cinco e dez quilômetros, a largada e chegada foram na sede do Quartel do Comando Geral, em Cuiabá.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, explica que a edição deste ano reforça o compromisso da corporação com o cuidado integral dos militares, destacando a importância da atividade física na prevenção e tratamento de transtornos mentais.

Além disso, o coronel Fernando também ressaltou sobre a participação da população na 25ª Corrida Homens do Mato, que celebra os 190 anos da Polícia Militar em 2025.

“Essa é uma das corridas promovidas pela Polícia Militar mais esperadas do calendário esportivo da nossa Baixada Cuiabana e do Estado, pois reúne corredores dos mais diversos municípios mato-grossenses. Para nós, é uma honra poder abordar sobre saúde mental e aproximar a sociedade da nossa instituição”, disse o coronel Fernando.

O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, parabenizou a Polícia Militar por mais um grandioso evento, que reúne também servidores das Forças de Segurança do Estado em um momento de lazer e responsabilidade.

“É mais uma corrida que entra para a história da Polícia Militar. Além de promover e investir na segurança pública, o governador Mauro Mendes sempre valorizou qualquer atividade que promovesse saúde mental aos servidores públicos, pois isso também é administrar com responsabilidade”, reforçou Roveri.

Estreando pela primeira vez na corrida da Polícia Militar, o instrutor de educação física, Roberto Afonso de Machado, relatou que o percurso foi desafiador, com subidas que fazem você superar os próprios limites.

“Participei da 25ª Corrida Homens do Mato por incentivo da minha esposa, que já correu em outras edições. A organização está de parabéns, com pontos de hidratação e acompanhamento das forças de segurança durante o trajeto”, comentou.

A publicitária e social mídia, Rosane Assunção, também enalteceu a edição da corrida deste ano. “É um evento que não apenas nos desafia fisicamente, mas também fortalece o compromisso com causas importantes. Estar aqui, correndo, é a prova de que o movimento e o bem-estar andam juntos. Foi incrível!”, disse.

Neste sábado (22.11), a Polícia Militar promoveu a quarta edição da Corrida Kids, que reuniu cerca de 300 crianças, em um trajeto repleto de desafios e diversão, no Quartel do Comando-Geral da PM. Todos os participantes que completaram a prova receberam medalhas de participação, e os vencedores foram premiados com troféus.

“É um evento para toda família. As crianças se divertiram durante o trajeto, brincaram, conheceram um pouco das unidades especializadas da Polícia Militar por meio dos estandes. Foi uma tarde muito descontraída. Segurança pública também se constrói com a participação da população, que confia no trabalho da Polícia Militar”, finalizou coronel Fernando.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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