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Estrategista prevê eleições emocionais e humanizadas em Mato Grosso

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Emoção, território e narrativa dominam eleições

O publicitário e estrategista de marketing eleitoral Cláudio Cordeiro, referência em comunicação política em Mato Grosso, aponta que as campanhas brasileiras mudaram radicalmente. “As pessoas não querem apenas ouvir promessas. Elas querem sentir verdade. Querem enxergar humanidade. Este é o novo centro de gravidade das disputas”, afirma.

Segundo ele, os eleitores escolhem candidatos pela sensação que provocam, e não apenas por planos de governo. “O eleitor escolhe pela sensação. Quando ele está com medo, ele busca proteção. Quando está com raiva, busca ruptura. Quando está cansado, busca paz. E quando está esperançoso, busca futuro.”

 

A volta da política presencial

Embora o alcance digital seja maior, Cordeiro reforça que território físico e presença realcontinuam fundamentais. “Densidade política é a energia que o nome do candidato gera na sociedade. É o que se fala dele nas feiras, nas igrejas, no comércio, nos bairros. É a presença real, espontânea e orgânica”, explica.

Ele destaca que, em campanhas proporcionais, a vitória vem de candidatos muito fortes em poucos lugares, e não de quem tenta ser conhecido em todos.

Narrativas simples conquistam o eleitor

Em meio à saturação de informações, propostas extensas perdem força. “O eleitor não memoriza listas. Ele memoriza histórias. Memoriza símbolos. Memoriza sensações. Propostas falam com o cérebro. Narrativas falam com o coração”, reforça Cordeiro.

Segundo ele, humanização é estratégia, e campanhas que ignoram esse ponto perdem competitividade.

Reta final exige estabilidade

Nos últimos 10 a 15 dias de campanha, a disciplina é determinante. “Quem muda a narrativa na reta final perde. Quem estabiliza, vence.” O estrategista destaca que esse período não é para inventar, mas para reforçar confiança e consolidar o eleitorado.

Tendências para 2026

Cordeiro prevê que as próximas eleições terão:

  • campanhas mais emocionais e menos técnico-burocráticas;

  • comunicação simples, direta e humanizada;

  • fortalecimento de redes comunitárias e grupos informais;

  • ascensão de microinfluenciadores locais;

  • maior volatilidade do humor do eleitorado;

  • polarização emocional contínua, mas com fadiga crescente;

  • protagonismo de narrativas curtas e impactantes.

“O futuro da política será emocional, territorial e humano. E o estrategista que entender isso vai sair na frente.”

Entender pessoas é mais importante que ferramentas

Para Cordeiro, tecnologia e dados importam, mas o diferencial será compreender o eleitor como gente. “Na política, assim como na vida, menos é mais. E campanhas que tratam pessoas como pessoas sempre terão vantagem.”

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Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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