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Dr. João pede instalação de detectores de metal nas escolas da rede estadual

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O deputado estadual Dr. João (MDB) apresentou a Indicação nº 5688/2025, solicitando ao governador Mauro Mendes (União), ao secretário estadual de Educação, Alan Porto, e ao secretário de Segurança Pública, coronel César Augusto de Camargo Roveri, a aquisição e instalação de detectores de metal nas unidades escolares da rede pública estadual.

A medida, segundo o parlamentar, é uma resposta direta ao aumento de episódios de violência em ambientes escolares registrados no Brasil e, mais recentemente, em Mato Grosso, onde um estudante ficou gravemente ferido após um ataque dentro de uma escola estadual, na cidade de Rondonópolis.

“Esse episódio deixou claro que nossas escolas estão vulneráveis. Não podemos esperar uma nova tragédia para agir. O estado precisa adotar mecanismos de proteção imediata para garantir segurança física e emocional a alunos, professores e servidores”, afirmou Dr. João.

O deputado destacou que diversos municípios e estados brasileiros já discutem ou implementam tecnologias semelhantes, como prevê o Projeto de Lei (PL) nº 1.588/2023, da Câmara dos Deputados, e o PL nº 1.683/2025, no Senado, ambos tratando da instalação de detectores de metal em escolas públicas e privadas.

Para Dr. João, a medida não substitui políticas pedagógicas, sociais e preventivas, mas complementa um conjunto de ações necessárias.

“A escola é um espaço de convivência, aprendizado e construção de cidadania. Mas também precisa ser segura. Detectores de metal não resolvem tudo, mas ajudam a evitar o ingresso de armas, reduzem riscos e dão tranquilidade às famílias. É uma ação de prevenção, não de repressão”, completou.

A Indicação sugere que o Executivo avalie alternativas como instalação gradual, priorização de escolas mais vulneráveis, escolha de modelos (fixos ou portáteis) e possibilidade de uso de recursos próprios, convênios federais ou emendas parlamentares para viabilizar a medida.

Dr. João reforçou que a proposta não cria despesas obrigatórias nem invade competências do Executivo, mas aponta uma necessidade urgente para proteger a comunidade escolar.

“Estamos falando de vidas. Toda medida preventiva é válida quando o objetivo é evitar que um aluno ou servidor seja ferido dentro de um espaço que deveria ser seguro por natureza. É nosso dever agir com responsabilidade e urgência”, declarou.

A indicação, feita na sessão de semana passada (26), foi aprovada no plenário e agora segue para análise do governo do estado.

Fonte: ALMT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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