Várzea Grande

Prefeitura contabiliza mais de 68 mil toneladas de resíduos coletados e atinge 99% da cidade

Publicado em

Várzea Grande

A Prefeitura de Várzea Grande divulgou o balanço dos 11 primeiros meses de 2025 referente à coleta de resíduos domiciliares e às ações de zeladoria urbana e funeral. De janeiro a novembro, o Município foram coletadas mais de 68 mil toneladas de resíduos domiciliares, alcançando 99% dos logradouros atendidos, resultado que evidencia a eficiência do sistema de coleta e o compromisso da administração municipal com a limpeza urbana, a organização dos espaços públicos e a preservação ambiental.

Para reforçar a manutenção das principais vias da cidade, a Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana implantou um cronograma fixo trimestral de limpeza e zeladoria nas 41 maiores e mais movimentadas avenidas de Várzea Grande. As equipes atuam com varrição, roçada, poda de árvores, retirada de entulhos, raspagem, pintura de meios-fios e demais serviços que garantem vias mais limpas, organizadas e seguras.

Entre os corredores atendidos estão importantes rotas de circulação e turismo, como Rota do Peixe, Passagem da Conceição, Bom Sucesso, Praia Grande, Pai André, Orla Alameda e a Comunidade das Rendeiras do Limpo Grande, áreas que passaram a receber manutenção contínua e padronizada.

O setor funeral também foi fortalecido com a implantação de um cronograma fixo mensal de limpeza e zeladoria nos 13 cemitérios públicos do Município. Entre eles estão: Costa Verde, Guarita, Recanto da Saudade – Primavera, Capela do Piçarrão, Souza Lima, Capão Grande, Limpo Grande, Praia Grande, Pai André, Passagem da Conceição, Cristo Redentor – Cristo Rei, Santa Clara – Parque do Lago e São Francisco de Assis – Centro. A iniciativa assegura que todas as unidades recebam cuidados constantes, garantindo mais dignidade, organização e segurança às famílias que frequentam esses espaços.

O coordenador e Assessor Especial de Limpeza Urbana, José Carlos, destacou o avanço operacional ao longo do ano e ressaltou o apoio da gestão municipal.

“Os números mostram o quanto evoluímos na gestão dos resíduos domiciliares. Atingir 99% dos logradouros e ultrapassar 68 mil toneladas coletadas demonstra planejamento e dedicação das equipes. Esse avanço só é possível graças ao compromisso da prefeita Flávia Moretti, que tem priorizado a limpeza urbana e garantido condições para que o trabalho aconteça. O cronograma das avenidas trouxe regularidade e tornou o serviço mais eficiente.”

Já a coordenadora do setor funeral, Vilma Santos, reforçou a importância do novo planejamento para os cemitérios. “A manutenção mensal garante que cada unidade receba atenção contínua. É um trabalho que respeita as famílias e assegura ambientes limpos e adequados durante todo o ano.”

Com ações integradas e um calendário regular de serviços, Várzea Grande avança na organização urbana e reafirma o compromisso com uma cidade mais limpa, cuidada e preparada para receber moradores e visitantes.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Várzea Grande

Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT

Publicados

em

A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.

Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.

Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.

“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.

Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.

“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.

Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.

A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.

Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.

Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.

” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.

Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.

etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas

Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.

A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA