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Projeto social da Polícia Civil “Judô e vida” ganha destaque nos Jogos Olímpicos da Rede Estadual

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O projeto “Judô e Vida”, promovido pela Polícia Civil de Mato Grosso desde 2016, em Pontes e Lacerda, sob a coordenação da Coordenadoria de Polícia Comunitária, conquistou sete medalhas durante os Jogos Olímpicos da Rede Estadual (Jore), organizados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), neste final de semana, em Cuiabá.

De acordo com o investigador e idealizador do projeto, Hélio Garcia, o principal objetivo da ação social é incentivar crianças e adolescentes à prática do esporte, bem como promover disciplina e valores por meio do judô.

“Esse projeto nasceu como uma forma de associar o esporte que pratico, o judô, ao meio social em que atuo como policial. Foi uma alternativa que encontrei para afastar crianças e adolescentes da criminalidade e do tráfico de drogas”, explicou Hélio.

Desde a criação, o projeto vem apresentando resultados. Um exemplo é a medalhista Heloísa da Silva Gonçalves, de 15 anos, que conquistou ouro na competição. “Ela começou ainda criança no nosso projeto e já obteve excelentes resultados em competições, além de ser uma filha exemplar em casa”, disse o investigador, ao comentar sobre o comportamento da aluna no projeto e junto à família.

Medalhistas

Heloísa Gonçalves, de 15 anos, foi medalhista de ouro na categoria sub-18.

Sarah Letícia também conquistou o ouro, na categoria sub-15.

Gabriela Freitas e Laila Silva conquistaram a prata, nas categorias sub-18 e sub-15, respectivamente.

Os alunos Guilherme de Souza e Nicolas Mariano levaram o bronze para casa, ambos na categoria sub-15.

O projeto

“Judô e Vida” é um projeto desenvolvido pela Polícia Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária, no qual são oferecidas aulas de judô para crianças e adolescentes a partir de cinco anos de idade.

O objetivo é associar o esporte à disciplina como forma de prevenção ao crime.

As aulas acontecem em um espaço adaptado na Delegacia de Polícia de Pontes e Lacerda.

Os jogos

O evento de judô fez parte da Etapa Estadual dos Jogos Olímpicos da Rede Estadual da Educação (Jore-2025), promovida pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que reúne milhares de estudantes em diversas modalidades esportivas.

Cerca de 5,5 mil estudantes-atletas e 418 professores participaram das competições de futsal, vôlei, natação, tênis de mesa, atletismo, judô, entre outras modalidades.

Os jogos foram realizados em diversos locais da cidade, incluindo o Ginásio Aecim Tocantins, onde ocorreram as disputas do judô.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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