Mato Grosso

Moradora de Campo Verde destaca “mudança de vida” após entrega de obras de infraestrutura e segurança e de escrituras definitivas

Publicado em

Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso entregou, nesta terça-feira (16.12), duas obras de infraestrutura e uma para reforçar a segurança em Campo Verde: o asfaltamento da pista de pouso do aeroporto municipal e de 12 km da MT-403, entre a Agrovila João Ponce de Arruda e a BR-070, e a da Delegacia de Polícia Civil do município. Também foram entregues 146 escrituras definitivas para moradores da cidade.

Desde 2019, o Governo de Mato Grosso já investiu R$ 516,4 milhões em Campo Verde.

“É uma alegria grande estar terminando o ano completando sete anos na gestão de Mato Grosso e fazendo entregas e lançando obras relevantes para a população. Nós assinamos convênios aqui hoje, por exemplo, que se somar os valores de cada um deles, dá R$ 32 milhões de repasses voluntários do Governo do Estado, e só aqui em Campo Verde”, destacou o governador Mauro Mendes.

O governador ainda ressaltou: “O que estamos fazendo aqui em Campo Verde, estamos fazendo lá em Primavera do Leste, por exemplo. Estamos ajudando todos os 142 municípios do Estado”.

Maria Alice Rossato, moradora da Agrovila, estava muito emocionada Ela contou que nesta terça-feira, a vida dela avançou mais. Maria Alice falava da entrega da escritura do imóvel em que mora e da estrada asfaltada que chega até a comunidade.

“Eu aguardava a escritura da minha casa há 25 anos e receber o documento é muito, muito importante, pois dá paz. A gente quando não tem a escritura no nome não tem uma segurança. Assim, com essa entrega, a gente fica mais feliz. É uma mudança de vida, que sempre vai melhorando, inclusive com o asfalto agora”, destacou.

Além das entregas, o Governo do Estado assinou convênios de mais quatro obras para fortalecer a Educação, Esporte e a área Social em Campo Verde, em investimentos que ultrapassam R$ 32 milhões. São convênios para a construção de mais uma unidade do SER Família Criança, de um Colégio Estadual Integrado e da quadra poliesportiva para a Escola Municipal Áurea Gonçalvez Marqueti, além da modernização do Ginásio Romancini.


Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O vice-governador Otaviano Pivetta destacou que a parceria do Governo do Estado com os municípios é um dos caminhos para conseguir fazer com que o povo seja atendido. “O Governo de Mato Grosso está sempre pronto para atender os municípios, fazendo com que os resultados cheguem à população”, frisou.

Conforme o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, são muitas as entregas feitas pelo Estado no município, atendendo múltiplas áreas. “Nós estamos neste momento entregando aeroporto, delegacia, asfaltamento, e daqui alguns dias teremos também área de lazer, esportes, saúde, assistência e até outra escola pra entregar aqui”, afirmou Lopes.

Para o deputado estadual Beto Dois a Um, as ações do Governo de Mato Grosso se refletem em Campo Verde de forma muito eficiente. “Essas entregas são resultados que transformam a vida das pessoas. Seja no aeroporto, seja na estrada, na delegacia ou na escola”, disse o deputado.

“Esse é um governo de entregas, de realizações”, completou a suplente de senadora Margareth Buzetti.


Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Participaram ainda do evento de lançamento dos convênios os secretários de Estado de Educação, Alan Porto; de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes; de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura; de Segurança Pública, coronel César Roveri; a delegada-geral da Polícia Civil de Mato Grosso, Daniela Maidel; assim como autoridades locais.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

Publicados

em

O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA