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Suspeito de ser o assassino de sargento em Cuiabá é preso no Rio de Janeiro

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As forças de segurança prenderam, nesta quarta-feira (7.1), o suspeito de assassinar o sargento da Polícia Militar, Odenil Alves Pedroso, em maio de 2024.

O suspeito estava foragido da justiça e a prisão foi feita no município de Itaboraí, no Rio de Janeiro, após força-tarefa organizada pela Diretoria da Agência Central de Inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso, da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal e do Gaeco de Mato Grosso.

“Quero parabenizar a Polícia Militar por todo trabalho de inteligência nessa captura do suspeito. A atuação da polícia mostra que em Mato Grosso, as forças de segurança atuam com tolerância zero a qualquer crime praticado e que quem cometer crimes em nosso Estado será encontrado e preso”, destacou o governador Mauro Mendes.

O suspeito estava escondido no Complexo do Alemão e foi preso após sair do local para roubar uma residência no município de Itaboraí.

“Ele estava sendo acobertado no Rio de Janeiro, mas nossas forças de segurança estão preparadas e junto com as Polícias do Rio de Janeiro tiveram êxito na localização e monitoramento, até a prisão do suspeito. As forças de segurança de Mato Grosso nunca iriam parar até encontrar e prender o suspeito do assassinato do sargento Odenil”, explicou o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri.

Além da acusação de assassinato do sargento Odenil, o suspeito também tem passagens criminais por estupro, roubo e tráfico de drogas.

“Essa é a resposta que a Polícia Militar dá a quem comete crime em nosso Estado. Nada fica cego aos olhos da inteligência da Polícia Militar e ninguém ficará impune. Quero agradecer todo apoio, tanto aqui de nosso Estado, como do Rio de Janeiro, que tivemos para essa prisão”, afirmou o comandante-geral da PM, coronel Fernando Tinoco.

Assim que a transferência do suspeito for autorizada, ele será conduzido para Mato Grosso para cumprir os mandados de prisão e responder pelo crime.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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