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Saúde pública perto das pessoas: mente e corpo em equilíbrio

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Janeiro é mais do que o começo de um novo ano, duas campanhas importantes ganham destaque e dialogam diretamente com a realidade da população da Região Oeste de Mato Grosso: o Janeiro Roxo, voltado à conscientização sobre a hanseníase e o Janeiro Branco, que trata da saúde mental.

O janeiro Roxo chama a atenção para a hanseníase, uma doença que ainda existe, mas que pode ser prevenida, tratada e curada, principalmente quando diagnosticada de forma precoce. A informação é a maior aliada no combate ao preconceito e no incentivo à busca por atendimento médico.

Nesse cenário, é importante destacar o meu esforço, de forma constante, em defesa da saúde pública, especialmente nos municípios da Região Oeste de Mato Grosso. No meu mandato, tenho buscado fortalecer a atenção básica, apoiar ações de prevenção, ampliar o acesso aos serviços de saúde e levar informação às comunidades, sobretudo às que mais precisam.

O Janeiro Branco nos lembra que saúde mental é coisa séria. Falar sobre emoções, ansiedade, estresse e depressão não é sinal de fraqueza, mas de coragem. Em uma região como a nossa, marcada pelo trabalho intenso no campo, pelo empreendedorismo e pelas responsabilidades do dia a dia, é comum que as pessoas coloquem suas próprias emoções em segundo plano. Mas não deveria ser assim. Cuidar da mente é essencial para manter o equilíbrio emocional, fortalecer as relações familiares e melhorar a qualidade de vida.

Incentivar o diálogo aberto, ouvir mais e acolher quem precisa de ajuda são atitudes simples que fazem diferença. Procurar um profissional, conversar com alguém de confiança ou apenas reconhecer que algo não vai bem já é um grande passo. O bem-estar emocional precisa ser tratado com o mesmo cuidado que damos à saúde física.

Campanhas como o Janeiro Branco e o Janeiro Roxo reforçam que saúde é um direito de todos e um dever coletivo. Cuidar da mente, do corpo e promover a prevenção é investir em pessoas, em famílias e no futuro da nossa região.

Que este mês de janeiro sirva como um lembrete: falar sobre saúde mental salva-vidas, e buscar informação e diagnóstico precoce também. Cuidar de si é um ato de responsabilidade, amor-próprio e cidadania.

*Valmir Moretto (Republicanos) é deputado estadual, representante da região Oeste de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT

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