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Carnaval: saiba como surgiram as troças de Olinda

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Improviso, bom humor e amigos nas ruas. Essa é a receita certa para formar uma troça carnavalesca. Em Olinda, esse tipo de agremiação nasce das situações mais simples do cotidiano. É da conversa na calçada, da piada repetida todo ano e, às vezes, até de um pé de pitomba. Tudo isso, claro, sem esquecer do frevo.

“O bloco foi criado por um grupo de amigos que se encontrava num determinado ponto dos quatro cantos de Olinda, um bar chamado Senado. Tomava-se a birita, jogava-se sinuca e atrás dessa casa tinha um pé de pitomba. Eles resolveram quebrar os galhos e sair balançando pelas ruas de Olinda”.

Hermes Neto é presidente da troça Pitombeira dos Quatro Cantos, uma das mais tradicionais do Carnaval de Olinda, fundada em 1947. E assim como a Pitombeira, o nome das troças revela o tom da brincadeira. Quem explica é Luiz Inácio, historiador do Museu Paço do Frevo.

“A troça, como o nome já diz, do verbo “troçar” em espanhol, simboliza riso, tirar onda, fazer graça. Os nomes das troças geralmente são mais risonhos, são mais de brincadeira. E elas são mais informais”.

E se engana quem pensa que troça, bloco e clube são a mesma coisa. As diferenças aparecem até no horário das apresentações.

“Uma distinção que também existe de troças é a questão do horário. Costumeiramente, as troças saíam durante o dia, reuniam amigos que frequentavam o mesmo bar ou familiares. Já os clubes, por essa pompa e circunstância que eles tinham — saíam com alas, diretoria, roupas padronizadas — geralmente saíam à noite, nesse carnaval um pouco mais chique”.

 E para resumir em uma palavra, o Carnaval de Pernambuco é diversidade. As troças são mais uma entre tantas manifestações culturais que mostram por que o estado é conhecido como o país do Carnaval.


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe até sábado o Festival Estudantil de Artes Cênicas

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Diversos teatros, escolas e outros espaços culturais de Salvador recebem, a partir desta terça-feira (22), a oitava edição da Festac Bahia, o Festival Estudantil de Artes Cênicas da Bahia.

Até o próximo sábado (26), uma programação totalmente gratuita trará para o público e aos turistas que estiverem na capital baiana apresentações de espetáculos e cenas curtas de diferentes gêneros e linguagens artísticas de grupos vindos de vários estados do país, como Maranhão, Ceará, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além da Bahia.

A abertura acontece logo mais, às 15h, no Teatro Martim Gonçalves, no bairro Canela, com o espetáculo “Malas, a Bagagem do Tempo”, do grupo estudantil da cidade baiana de São Francisco do Conde. Também nesta terça-feira, às 19h, sobe ao mesmo palco o grupo de atores da Universidade Federal de Minas Gerais, com o espetáculo Retalhos do Tempo.

Entre os demais espaços que abrigam a programação da Festac Bahia estão o Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360, o Teatro Sesi Rio Vermelho e o Centro Cultural Alagados.

Até o dia 26 de setembro, haverá pelo menos outras 14 apresentações, entre espetáculos completos e cenas curtas de grupos estudantis convidados, que abordarão no palco temas como ancestralidade, cultura popular, envelhecimento, racismo, saúde mental e sexualidade.

Outro destaque do festival será o IV Encontro Estadual de Grupos de Teatro Estudantil, que acontece a partir das 10h do próximo sábado, no Teatro Martim Gonçalves. O evento vai priorizar o intercâmbio e a troca de experiências entre artistas e grupos participantes.

No Instagram do evento, @festacbahia, é possível saber os detalhes da programação dia a dia.


Fonte: EBC Cultura

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