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“Governo alavancou economia de MT e levou os municípios a outro patamar”, afirma prefeito de Comodoro

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O governador Mauro Mendes anunciou nesta terça-feira (24.2), durante o segundo e último dia de agenda pelo Noroeste e Oeste do Estado, uma série de investimentos para o município de Comodoro, superiores a R$ 82 milhões, que serão destinados principalmente à infraestrutura do município.

O prefeito de Comodoro, Rogério Vilela, destacou que os investimentos vão transformar a realidade do município, que já recebeu mais de R$ 222,7 milhões em recursos estaduais nos últimos sete anos.

“O Estado aplicou as medidas administrativas necessárias para alavancar a economia de Mato Grosso e espalhou os frutos desse resultado para todos, e Comodoro não foi diferente. O governo é exemplo para as 142 prefeituras. Hoje, Comodoro está em outro patamar”, afirmou.

Entre os investimentos anunciados, está a assinatura de convênio para o asfalto novo de ruas e avenidas dos bairros São Francisco e Tertúlia, no valor de R$ 7 milhões. Também foi autorizada a licitação para as obras de asfaltamento de 22,09 quilômetros da MT-358, além do anúncio de 12 quilômetros de asfalto novo na MT-440, que vão receber um total de R$ 70,5 milhões em recursos estaduais.

“Muitas regiões se intitulavam como ‘Vale dos Esquecidos’, abandonadas pela ausência das ações do governo, mas é um tempo ruim que ficou para trás. O governo está conseguindo dar passos importantes, cumprir seu papel, fazer muitos investimentos e colocar no horizonte a certeza de que a vida melhora em todas as cidades. Em qualquer canto de Mato Grosso, há obra sendo executada para melhorar a qualidade de vida, impulsionar a geração de empregos e criar oportunidades para que haja um desenvolvimento por igual”, afirmou o governador Mauro Mendes.

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, também reforçou que os investimentos têm mudado a realidade de diversas cidades do interior.

“O governo devolve o dinheiro dos impostos para cada cidadão mato-grossense na forma de investimentos. Hoje, Mato Grosso é o Estado que mais investe no Brasil, tirando aquela sensação de abandono que muitas regiões, inclusive aqui no Oeste, sentiam pela falta de aportes estaduais. A população estava perdendo a esperança de que a região voltasse a crescer, mas aí voltaram os investimentos e essa região vai crescer muito mais no futuro”, pontuou.

O deputado estadual Valmir Moretto citou que o Estado já asfaltou mais de mil quilômetros de rodovias na região Noroeste do Estado. “São recursos dos produtores que estão sendo devolvidos em forma de ações. Nenhuma demanda da região deixou de ser atendida pelo Estado nesses últimos anos”, destacou.

Além da infraestrutura, o governo entregou uma escavadeira hidráulica, uma motoniveladora, um caminhão cavalo-mecânico e um semirreboque, totalizando R$ 3,4 milhões em investimentos.

Já na educação, foi anunciada a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Deputada Djalma Carneiro da Rocha, com aporte de R$ 1,4 milhão. A programação da comitiva também incluiu a entrega de ações do programa SER Família.

Dispositivo

Participaram da solenidade em Comodoro os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Beto Dois a Um, Paulo Araújo, Chico Guarnieri, Diego Guimarães e Sebastião Rezende; os secretários estaduais coronel PM César Roveri (Segurança Pública) e Jordan Espíndola (Governadoria); o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso, Francisco Serafim; o presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), Wener Santos; além de vereadores e autoridades de Comodoro e região Noroeste.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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