Mato Grosso

Governo de MT promove evento do Finep pelo Brasil em Cuiabá com presença da ministra Luciana Santos

Publicado em

Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), promove no dia 6 de março o Finep pelo Brasil – edição Cuiabá. O encontro integra o cronograma do Programa Mais Inovação, desenvolvido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e contará com a presença da ministra Luciana Santos.

A edição em Cuiabá será no Auditório Cloves Vetoratto, no Palácio Paiaguás, a partir das 8h. Para participar, é necessário realizar inscrição prévia por meio de formulário online (clque). O evento é voltado a representantes de instituições de ensino, empresas, pesquisadores e empreendedores interessados em conhecer as novas chamadas públicas de financiamento à inovação, destinadas a empresas e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, destacou a relevância estratégica do evento para o fortalecimento do ecossistema de inovação em Mato Grosso.

“A realização do Finep pelo Brasil em Cuiabá reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação. Esta é uma oportunidade estratégica para aproximar empresas, pesquisadores e empreendedores das políticas nacionais de fomento, ampliando o acesso a recursos e impulsionando o desenvolvimento econômico do nosso estado”, afirmou o secretário.

O evento conta ainda com o apoio institucional da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).

Programa Mais Inovação

No dia 6 de fevereiro, a Finep e o MCTI anunciarão a segunda rodada de seleções públicas do Programa Mais Inovação, composta por 13 editais que somam R$ 3,3 bilhões em investimentos na modalidade de subvenção econômica, recursos não reembolsáveis. As chamadas visam apoiar iniciativas estruturantes e mobilizadoras capazes de impulsionar a reindustrialização nacional, com foco em sustentabilidade, autonomia tecnológica, redução da dependência externa e geração de emprego e renda. Os recursos estão disponíveis para empresas brasileiras de todos os portes.

Dentro desse montante, a Finep lançou editais voltados a desafios tecnológicos e ao desenvolvimento regional, como o Subvenção Regional, exclusivo para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ampliando as oportunidades para Mato Grosso.

Serviço

O que: Finep pelo Brasil – Edição Cuiabá
Onde: Auditório Cloves Vetoratto – Palácio Paiaguás (Rua C, s/n – Centro Político Administrativo)
Quando: 6 de março (sexta-feira), a partir das 8h
Inscrições: Formulário online

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

Publicados

em

O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA