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Esculturas do sergipano Véio chegam a Caixa Cultural de Belém

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Os turistas e moradores de Belém do Pará terão a oportunidade de conhecer o trabalho artístico de Cícero Alves dos Santos, o Véio, artista sergipano referência em esculturas e arte popular brasileira. A unidade da Caixa Cultural localizada na capital paraense recebe, a partir desta terça-feira (3) até 31 de maio, a exposição A forma viva na arte de Véio, que reúne um acervo com cerca de 200 obras de Cícero.

Nesta quarta-feira (4), o curador André Parente receberá o público para uma visita mediada às 18h, seguida de conversa sobre o processo de concepção e montagem da exposição. Após o bate papo, os visitantes terão a oportunidade de participar de uma vivência com Cícero e sua filha, Julia Katiene, autora do livro Bonecos de Pau: A felicidade de Véio. 

A exposição faz um percurso imersivo pela diversidade formal e poética do artista em vários períodos de sua trajetória, apresentando ao público como ele utiliza materiais e técnicas para construir narrativas e materializar uma imaginação que mistura humano, bicho, planta e mito.

São peças com diferentes escalas, que vão desde miniaturas até esculturas de vários metros, nascidas sempre de madeiras mortas ou descartadas.

O artista

Natural da cidade de Nossa Senhora da Glória, em Sergipe, Cícero nasceu em 1947 e construiu sua arte de maneira autodidata. Foi reconhecido em 1986 pelo Livro Guinness como o maior miniaturista do Brasil. Entre as várias homenagens e reconhecimentos estão o Título de Mestre dos Saberes e o de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Sergipe.

Sua obra integra importantes coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior, e é amplamente discutida em livros, catálogos, pesquisas acadêmicas e documentários.

Ele também adquiriu e preserva uma área de mata nativa da Caatinga, no Sítio Soarte, entre os municípios sergipanos de Feira Nova e Nossa Senhora da Glória, onde criou o Museu do Homem do Sertão.
 


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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