Cultura
Viva Maria celebra 81 anos do nascimento de Elis Regina
Cultura
Oi, oi, gente amiga desse nosso programa que, a exemplo do que sempre acontece a cada 17 de março, se une às vozes que prestam um tributo a Elis Regina, recriando sua intensidade artística e, ao mesmo tempo, celebrando o legado deixado por essa mulher que soube emprestar sua voz única a um repertório que a eternizou como a maior cantora da MPB! Felizmente, há quem siga seus passos, como Camila Lopez!

Por favor, se apressem em pegar o Trem Azul rumo a Porto Alegre, porque é lá que, logo mais à noite, a exemplo do que sempre acontece desde 2018, Camila Lopez e seus convidados estarão revisitando diferentes momentos da carreira artística de Elis. Destaque para a força dramática com que ela enxugou as lágrimas das palavras que fazem sangrar corações! O convite de Camila Lopez a todas as pessoas que são fãs de Elis propõe uma festa para comemorar os 81 anos da nossa estrela maior no Grezz, uma casa de jazz muito aconchegante! Sem dúvida, um lugar onde Elis seguramente adoraria cantar músicas como Atrás da Porta.
E, entre as canções que Elis transformou em verdade cantada, há uma que conversa diretamente com a alma do Viva Maria e com a história afetiva de tantas mulheres brasileiras: “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.
Aquela Maria era também Elis.
Mulher em um meio dominado por homens.
Artista numa indústria que queria moldar, controlar, domesticar.
Cidadã num país sob vigilância e censura.
Elis brigava por repertório.
Exigia arranjos melhores.
Defendia seus compositores.
E pagou preço por isso.
Mas nunca abriu mão da verdade.
Ao longo de sua carreira, ela transitou por gêneros como samba, bossa nova, jazz e MPB e foi intérprete de grandes clássicos como “Madalena”, “Águas de Março”, “Atrás da Porta” e “Romaria”, deixando uma discografia vasta e rica em sensibilidade e técnica.
Elis foi também protagonista de espetáculos inovadores no país, como Falso Brilhante, Transversal do Tempo e Saudade do Brasil, que ampliaram o conceito de show como acontecimento artístico.
No plano pessoal, teve três filhos:
- João Marcelo Bôscoli, com Ronaldo Bôscoli;
- Pedro Camargo Mariano; e
- Maria Rita, com o pianista e arranjador César Camargo Mariano, que também marcam presença no cenário musical brasileiro.
E, em meio a tantos especiais ao longo dos 44 janeiros que nos separam do dia em que ela partiu no Trem Azul da saudade eterna, encerramos este nosso Viva Maria de hoje relembrando Elis na voz do cantor e compositor João Bosco, que, em 18 de janeiro de 1985, no programa “Viva Maria – Especial Elis Regina, três anos de saudade”, falou da falta que todos nós sentimos até hoje de Elis, bem como do silêncio que ela deixou na história da nossa música.
Elis Regina. Presente!
Cultura
Salvador recebe programação do 17º Fiac a partir desta terça-feira
A partir desta terça-feira (27), vários espaços de Salvador serão palco para diversas vertentes da produção teatral baiana, de outros estados e também internacionais. A cidade recebe, até o próximo domingo (1º), a programação do 17º Fiac – Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia.

Dez montagens de teatro, dança e performance; quatro oficinas; residência artística; atividades para crianças, jovens e adultos; palestras; bate-papo; e lançamentos de livros ocuparão o Teatro Martim Gonçalves, o Teatro do Goethe-Instituto, o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, o Espaço Cultural Alagados, dentre outros locais. São artistas de Bahia, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, além de convidados do Marrocos e do México.
Parte dos eventos são gratuitos e, para os espetáculos pagos, os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla. A programação completa está no Instagram oficial do evento @fiacbahia.
Programação
Um dos destaques do primeiro dia de programação é o espetáculo-performance “Puff”, do Rio de Janeiro, a partir das 19h, no Teatro Martim Gonçalves. A apresentação traz para o centro da cena o performer e referência do “passinho” no Brasil Hiltinho Fantástico. Ele materializa no palco o resultado de uma pesquisa que busca aproximar a dança contemporânea de formas urbanas, e transforma o corpo do bailarino em lugar de invenção, lembrança e deslocamento.
Ainda dentro do evento, entre quinta (29) e sábado (31), ocorre o 11º Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas. As atividades são gratuitas e com acessibilidade.
O festival também abriga dentro da programação a sétima edição do Liquidificador de Mídias, que oferece ao público encontros que misturam artes cênicas, performance, audiovisual, tecnologias digitais e processos colaborativos de criação. Todas as ações do Liquidificador de Mídias serão no Museu de Arte Contemporânea da Bahia.
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