Cuiabá
Ação de emprego em Cuiabá ajuda até quem não tem currículo na Praça Rachid Jaudy
Cuiabá
Uma ação de empregabilidade realizada pela Prefeitura de Cuiabá oferece mais de 160 vagas de trabalho em diferentes áreas nesta terça-feira (1º), com atendimento gratuito ao público na Praça Rachid Jaudy, na região central da capital.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Trabalho e reúne oportunidades que vão desde estágio e jovem aprendiz até vagas efetivas, com salários que variam conforme a função e a qualificação dos candidatos.
Segundo o secretário municipal de Trabalho, Nivaldo de Almeida Carvalho Júnior, a proposta é facilitar o acesso da população ao mercado de trabalho e aproximar empresas de quem busca uma oportunidade.
“Hoje temos mais de 160 vagas, em diversas funções e com diferentes níveis de remuneração, que variam de acordo com a qualificação. É bom que o candidato tenha o currículo, mas se não tiver, a gente faz aqui também”, afirmou.
O atendimento ocorre das 9h às 16h, e os interessados devem apresentar documentos pessoais e, se possível, currículo atualizado. No entanto, quem não tiver o documento pronto poderá contar com apoio da equipe no local para elaboração.
Entre as vagas ofertadas estão cargos administrativos, atendimento, vendas, setor financeiro e funções técnicas no segmento automotivo, incluindo oportunidades para iniciantes e profissionais com experiência.
A ação faz parte de um conjunto de iniciativas do município voltadas à geração de emprego e renda, com serviços como intermediação de mão de obra, orientação profissional e apoio a programas de estágio e jovem aprendiz.
Como participar da feira
- Compareça ao local: Praça Rachid Jaudy, em Cuiabá
- Horário de atendimento: das 9h às 16h
- Procure a equipe da Secretaria Municipal de Trabalho no local
Documentos necessários
- Documento pessoal com foto (RG ou CNH)
- CPF
- Carteira de Trabalho (física ou digital)
- Currículo atualizado (se tiver)
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Katiuscia propõe programa para prevenir feminicídios e defende afastamento de agressores
Com o número alarmante de 35 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026, a vereadora de Cuiabá Katiuscia Manteli (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá o Programa Mulher Viva. O programa tem com objetivo implementar medidas de prevenção para impedir que casos de violência doméstica evoluam para assassinatos.
Katiuscia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio precisa ocorrer antes do crime. Ela defendeu medidas mais rigorosas contra agressores identificados como uma ameaça à vida de mulheres. Mato Grosso está no topo do ranking brasileiro de feminicídio, em 2025, o estado registrou 54 feminicídios.
Katiuscia que é candidata à deputada federal, garantiu que se eleita também levará a proposta à Câmara Federal.
“Quando o Poder Público concede um botão do pânico ou uma medida protetiva a uma mulher, ele está reconhecendo que a vida desta mulher está em risco; que ela pode sim morrer”, afirmou Katiuscia.
Programa Mulher Viva
O Programa Mulher Viva está estruturado em quatro eixos: prevenção, proteção, responsabilização e reconstrução de vidas. A vereadora argumenta que medidas punitivas, embora necessárias, são adotadas depois que o crime já ocorreu e, por isso, precisam ser acompanhadas de ações preventivas.
“O feminicídio é um crime anunciado. Antes da morte, vem a violência. Vem a violência doméstica. Antes de ser morta, essa mulher foi violentada, essa mulher foi agredida, essa mulher foi torturada”, declarou Katiuscia.
A parlamentar também destacou o risco enfrentado por mulheres que decidem romper relacionamentos abusivos. Segundo ela, situações de dependência emocional e financeira podem dificultar o fim do ciclo de violência, enquanto a separação pode representar um período de maior vulnerabilidade diante de ameaças do agressor.
A proposta defendida por Katiuscia prevê uma resposta mais rigorosa em situações consideradas de alto risco, com foco no afastamento do agressor antes de uma eventual escalada da violência.
Ao tratar do endurecimento das penas, a vereadora afirmou que a punição dos responsáveis não é suficiente para reverter as consequências do feminicídio. “Temos que endurecer as penas, temos que buscar meios de que ele pague por isso, mas não vai trazer a vida dessa mulher de volta. Vai ser mais uma família acabada, mais filhos órfãos”, disse.
Katiuscia encerrou o pronunciamento defendendo que as medidas de prevenção sejam direcionadas também aos potenciais agressores. “Precisamos privar da liberdade o futuro feminicida, e não a vítima, e não a sua família. É esse o projeto, o programa que nós temos hoje apresentado como um projeto para a Câmara Federal”, concluiu.
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