Cuiabá
Festival do Baguncinha impulsiona economia, amplia faturamento de empreendedores e conquista público em Cuiabá
Cuiabá
O Festival do Baguncinha, realizado dentro da programação do aniversário de Cuiabá no Parque das Águas, tem se consolidado como um importante motor econômico para a cidade. Com grande fluxo de público e forte adesão popular, o evento já demonstra impacto direto no aumento do faturamento de empreendedores locais, além de movimentar diversos setores da economia.
Um dos exemplos mais expressivos vem do empresário do ramo alimentício Joilton Padilha Costa, que atua há 35 anos no setor. Segundo ele, as vendas durante o festival cresceram cerca de 1000% em comparação a um dia comum, com destaque absoluto para a baguncinha, responsável por 99% dos pedidos, comercializada, em média, a R$ 20. “Compensa financeiramente e socialmente. É raro ver em Cuiabá um ambiente que reúna tantas pessoas, de todas as idades, com essa estrutura”, afirmou.
A avaliação positiva também é compartilhada pelos organizadores. O presidente da Abrasel, Daniel Paulo Maia Teixeira, destaca que o festival foi pensado para valorizar a culinária regional e fomentar o empreendedorismo. “O evento coloca as pessoas em movimento, gera visibilidade para os estabelecimentos e aumenta o faturamento. Além disso, cria oportunidades e fortalece a identidade cultural gastronômica da cidade”, explicou. Segundo ele, a iniciativa já gera mais de 500 empregos diretos, além de impactar fornecedores, transporte por aplicativo e outros serviços.
Do lado do público, a percepção majoritária é de que os preços são justos e compatíveis com o mercado, o que contribui para o consumo. A psicóloga clínica Jamily Marcelo avalia que os valores estão dentro da realidade local e elogia a proposta do evento. “Achei incrível, muito bem organizado e com várias opções. É um ambiente agradável, que valoriza a cultura e as famílias”, disse.
Os relatos de consumo indicam uma circulação significativa de dinheiro no evento. Frequentadores afirmam gastar, em média, entre R$ 80 e R$ 180 por visita, muitas vezes sem planejamento prévio. O operador de máquinas Itamar Ribeiro, por exemplo, considera que o valor investido é proporcional à experiência. “É um evento grande, vim disposto a gastar. Os preços são justos, ainda mais considerando a inflação e a necessidade de retorno para quem está trabalhando aqui”, afirmou.
Apesar do sucesso, consumidores também apontam pequenos contratempos, comuns em eventos de grande porte. A dona de casa Edite Giglioli, que veio de Várzea Grande, relatou demora na entrega do lanche, mas ponderou. “Demorou um pouco, mas é compreensível pela quantidade de gente. Vale a pena pela qualidade”, afirmou. A percepção é compartilhada por outros visitantes, que reconhecem que a alta demanda impacta o tempo de atendimento, sem comprometer a avaliação geral.
A estrutura, a segurança e a organização são pontos amplamente elogiados. O médico Flávio Roberto Silva destacou a disponibilidade de espaços para convivência e a experiência positiva em família. Já o técnico em informática Paulo ressaltou que, mesmo com expectativas por maior variedade, o evento se destaca pela organização e qualidade.
Além de fortalecer o setor gastronômico, o Festival do Baguncinha também reforça o turismo e a cultura local, ao valorizar um prato considerado patrimônio imaterial da cidade. A combinação entre lazer acessível, identidade cultural e geração de renda tem sido apontada como um dos principais acertos da iniciativa.
Com público expressivo e avaliação majoritariamente positiva, o festival segue como um dos destaques das comemorações do aniversário de Cuiabá, demonstrando que grandes eventos, quando bem estruturados, têm potencial não apenas de entreter, mas de impulsionar a economia e fortalecer o comércio local.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Governo apresenta balanço de metas e investimentos na Assembleia Legislativa
A Assembleia Legislativa realizou audiência pública da Comissão de Orçamento e Fiscalização da Execução Orçamentária para apresentação das metas físicas do Governo do Estado relativas ao primeiro semestre de 2026.
A exposição do encontro foi organizada pela Secretaria de Planejamento e Gestão do Governo do Estado, a Seplag, e se refere a investimentos de todas as secretarias do Estado na gestão de Mato Grosso.
Nesse encontro, 17 secretarias e autarquias apresentaram um balanço de investimentos nas áreas, como segurança pública, por exemplo.
A titular da pasta, coronel Susane Tamanho, foi a primeira a fazer a exposição. Ela disse que muitas ações estão planejadas e executadas, incluindo a presença das eleições em segundo turno e mais segurança e prevenção para se evitar a violência no Estado.
“Muitas ações sendo planejadas. A gente tem agora o segundo turno das eleições, que é uma mobilização muito grande das forças de segurança. No primeiro turno, a gente teve 5.300 agentes envolvidos. Nós já estamos com ações desde o início do ano, planejadas, coordenadas, fortalecimento de regionais onde a gente vê possíveis avanços de criminalidade, com operações Território Livre, operações de fronteira”, descreveu a secretária.
E assim, cada secretaria foi apresentando seus resultados de investimentos. Isso porque, nessa fase do processo, não se fala em valores, mas de metas para o Estado.
E, por falar em metas, o secretário-adjunto de Planejamento e de Mato Grosso Digital, Sandro Brandão, comenta sobre as áreas de investimentos e o total, em porcentagem, concluídos até agora, isto faltando menos de três meses para terminar o ano.
“Nós já tivemos um desempenho de 71% do que foi previsto para o ano. Ou seja, no primeiro semestre a gente já extrapolou o que, em teoria, deveria ser 50%. Há uma expectativa muito grande de conseguir entregar tudo, inclusive extrapolar o que estava planejado aí para o ano de 2026”.
Apesar dos investimentos pesados do Governo do Estado, estimados em mais de 70%, sem terminar o exercício, o presidente da comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB) reparou que falta reforçar investimentos em algumas áreas.
“A Defensoria Pública não poderia ser deixada ao lado, como está ficando. Então, nós já tentamos vários anos colocar isso como pauta principal e não temos conseguido. A Assembleia realmente precisa trabalhar melhor essa parceria com o governo para que isso possa acontecer”.
Para a Rádio Assembleia, Adão de Oliveira.
Fonte: ALMT – MT
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