Sinop
Prefeitura de Sinop realiza mutirões de atendimentos com especialistas no NAE
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, realiza mutirões de atendimentos no Núcleo de Avançado de Especialidades (NAE), ampliando o acesso da população a consultas com médicos especialistas e serviços de média e alta complexidade. A iniciativa, a exemplo do mutirão realizado no último sábado (25), busca reduzir filas, agilizar diagnósticos e garantir um atendimento mais humanizado aos pacientes da rede pública de saúde.
Os atendimentos ofertados envolvem diversas especialidades médicas, realização de exames e acompanhamento multiprofissional. Entre os atendimentos ofertados, está o suporte psicológico para pacientes que buscam a cirurgia bariátrica, etapa considerada essencial para o sucesso do procedimento.
O secretário municipal de Saúde, Érico Stevan, ressaltou que os mutirões fazem parte de uma estratégia para humanizar o atendimento e facilitar o acesso da população aos serviços especializados. “Esses mutirões têm como foco principal a humanização do atendimento e a ampliação do acesso da nossa população, que é um pedido do nosso prefeito Roberto e do vice Paulinho. Estamos levando médicos especialistas e atendimentos de média e alta complexidade para mais perto das pessoas, evitando que muitos pacientes precisem se deslocar para outros municípios. Hoje, esse cuidado já está disponível aqui em Sinop, com qualidade e agilidade, garantindo mais dignidade e resolutividade no atendimento”, afirmou.
Tatiane Barbosa, moradora do bairro Adriano Leitão, foi atendida no último sábado (25) e destacou a qualidade e a agilidade do serviço ofertado no mutirão. “Já faz uns 10 anos que eu venho com ganho de peso e tentando de várias formas perder esses quilos. E, de um tempo pra cá, eu vim atrás da bariátrica, procurei várias soluções e não consegui o emagrecimento. Eu fiquei muito surpreendida porque achei o atendimento rápido, as etapas são bem certas, com nutricionista, psicólogo, todos os exames, e a gente é tratado com muito carinho e respeito. O atendimento é ótimo e é muito rápido. A gente fica muito tranquilo porque há uma preocupação com os detalhes e os médicos, conforme a gente vai passando, vão pedindo às vezes mais exames, então é algo bem específico”, relatou.
A psicóloga Ariadyne Roos, que atuou no acompanhamento dos pacientes, reforçou a importância do suporte emocional em todo o processo da cirurgia bariátrica. “A gente entende que a cirurgia bariátrica envolve uma preparação pré, durante e pós-operatória. E o acompanhamento psicológico é de suma importância em todo esse processo, uma vez que essa cirurgia é irreversível, para toda a vida. É preciso uma preparação psicológica, para que essa pessoa entenda quais as implicações físicas, práticas, emocionais e psicológicas que isso vai ter ao longo da vida”, explicou.
Segundo a profissional, o cuidado vai além do procedimento cirúrgico e envolve mudanças profundas no comportamento e no estilo de vida. “Não é só uma cirurgia que a gente faz e depois acabou. É preciso acompanhamento nutricional e psicológico para lidar com as consequências. A obesidade traz para a gente a ideia de uma compulsão alimentar, que é uma questão emocional. Então não adianta fazer uma intervenção física sem acompanhamento psicológico, porque essa compulsão pode mudar de lugar, sair da alimentação e passar para bebida alcoólica ou uso exagerado de outras substâncias”, pontuou.
Ariadyne também destacou a importância do envolvimento familiar e da adoção de novos hábitos. “Esse paciente precisa ter noções das mudanças práticas e estar preparado para isso ao longo da vida, além de contar com suporte familiar. Não é só a pessoa passar pela cirurgia, mas toda a família precisa estar preparada para ajudar. Também é necessário iniciar ou manter a prática de exercícios físicos para que essa cirurgia seja eficaz, porque existe o risco de voltar a ganhar peso quando não há esse cuidado”, completou.
Além do mutirão de atendimentos realizado no NAE, a Secretaria de Saúde também promoveu, no sábado (25), diversas ações: atendimentos no Centro de Especialidades Médicas (CEM) e no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), vacinação itinerante próximo ao Nico Baracat e mais uma edição do programa “Saúde no Seu Bairro”, na EMEB Rodrigo Damasceno, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde em diferentes regiões do município.
Sinop
Prefeitura de Sinop promove oficina para construção do plano de enfrentamento da hanseníase
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu na manhã desta terça-feira (28) uma oficina voltada à construção do plano de enfrentamento da hanseníase. A ação foi organizada pelo Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB) e reuniu profissionais da saúde do município e da região. Com o tema “Hanseníase: que política municipal queremos construir?”, o encontro teve como objetivo discutir estratégias de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes.
A oficina buscou ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas ao enfrentamento da doença e também contou com a participação de representantes de movimentos sociais, assistência social, educação e sociedade civil organizada. Durante o encontro, os participantes apresentaram propostas e metas de curto, médio e longo prazo para fortalecer a rede municipal de atendimento.
O secretário municipal de Saúde, Érico Stevan, falou sobre a importância da oficina e o compromisso da gestão municipal com a humanização dos serviços de saúde. “Estamos discutindo um plano para tratar e enfrentar a hanseníase no nosso município. Sinop, por ser um polo e ter toda a estrutura necessária, realiza essa busca ativa dos pacientes e trabalha para melhorar o atendimento e os serviços prestados. Agora, com a construção desse plano, queremos chegar ainda mais perto do paciente, ouvir a sociedade organizada, os profissionais da área e toda a população de Sinop para entender o que está acontecendo. Essa construção vai ao encontro de um dos pilares da saúde municipal, que é oferecer um atendimento mais humanizado e mais próximo das pessoas”, afirmou.
O coordenador do Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), Márcio de Souza, explicou que o município mantém atenção constante sobre a doença e destacou os objetivos da oficina. “Sinop se destaca há muitos anos no número de casos de hanseníase. Isso não é diferente do cenário estadual e nacional. O objetivo hoje foi reunir diversos segmentos, não apenas da saúde, mas também de outras representações sociais, movimentos sociais, assistência social e educação, para discutir um plano de enfrentamento da doença. Propusemos melhorias relacionadas ao diagnóstico, acompanhamento e desfecho do tratamento junto à população acometida”, disse.
O coordenador também detalhou os encaminhamentos construídos durante o encontro. “Aqui foram construídas ações e metas de curto, médio e longo prazo, além de propostas que envolvem o funcionamento da rede de atenção, as estruturas físicas e os recursos humanos. Discutimos a qualificação do processo de trabalho, a construção de uma rede de enfrentamento e ações que irão contribuir para fortalecer o combate à hanseníase no município”, explicou.
A oficina contou com a presença da diretora nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Vanessa Wagner, que ressaltou a importância da participação da sociedade civil no enfrentamento da doença. “O Morhan é um movimento social de pessoas atingidas pela hanseníase e possui representantes em todo o Brasil. A sociedade civil tem um papel muito importante em relação às cobranças, à fiscalização, às exigências e às propostas de mudanças na realidade do paciente. Esse é o principal papel do movimento social”, pontuou.
Ela também destacou a necessidade de conscientização sobre a doença e o combate ao preconceito. “Nós temos uma história extremamente pesada em relação à hanseníase. No passado, as pessoas eram isoladas da sociedade por falta de informação sobre a doença e o tratamento. Hoje sabemos que a hanseníase tem cura e que não existe necessidade de isolamento, porque, a partir do início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. É importante que a sociedade saiba disso e compreenda que qualquer pessoa pode desenvolver hanseníase, principalmente em Mato Grosso, que é o estado mais hiperendêmico do país”, alertou.
Sinais de alerta
O médico Francisco Speciane alertou sobre os principais sintomas e explicou como a doença costuma se manifestar. “A hanseníase é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo Mycobacterium leprae. Os principais sinais para que as pessoas procurem uma unidade básica de atendimento ou um centro de referência são dores pelo corpo, de maneira generalizada, tanto nos braços quanto nas pernas. Essas dores são contínuas, não se resolvem com medicamentos anti-inflamatórios ou analgésicos e, automaticamente, a pessoa passa a ter formigamento nas mãos e nos pés, além de perda de força, principalmente nas mãos e nos pés, que são as extremidades”, afirmou.
O médico também detalhou as características mais avançadas da doença e orientou sobre a necessidade de diagnóstico e tratamento. “Ao mesmo tempo, surgem manchas na pele. Essas manchas podem variar desde manchas hipocrômicas claras até manchas um pouco mais escuras, mas com uma característica única: elas perdem a sensibilidade naquele local específico. Então, isso já caracteriza um caso mais avançado da doença, no qual a pessoa, com certeza, tem hanseníase e deve procurar atendimento e diagnóstico nas nossas unidades básicas de saúde ou no nosso centro de referência. Existe todo um fluxo de atendimento para, então, realizar o tratamento, porque a hanseníase tem tratamento e tem cura”, explicou.
Como buscar ajuda
O coordenador do Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), Márcio de Souza, explicou como funciona a rede municipal de acolhimento aos pacientes. “A nossa porta de entrada principal são as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Qualquer cidadão que tenha sinais e sintomas da doença pode procurar uma unidade básica, onde deve ser acolhido, orientado e avaliado em relação à hanseníase. Caso a pessoa deseje buscar mais informações, também pode procurar diretamente o Centro de Referência. O município de Sinop possui, desde 2007, um centro de referência municipal que acolhe não apenas os moradores da cidade, mas também pacientes de toda a região”, disse.
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