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Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até 3 de maio

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Após uma seleção acirrada, com quase 900 filmes inscritos, a capital do país recebe um dos festivais de cinema mais importantes da região, o Festival Internacional de Cinema de Brasília, também chamado de BIFF. O evento foca na divulgação de produções de qualidade, mas que dificilmente entram no circuito tradicional.

Um dos critérios para a escolha dos filmes é o tempo de trabalho de cada diretor, que não pode ter produzido mais de três obras. A ideia é valorizar quem está começando e tem potencial para despontar, como destaca Natasha Prado, diretora executiva do evento.

“É para dar oportunidade a novos diretores que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho no mercado que, infelizmente, é ainda fechado. Inclusive, geralmente, esses diretores que estão começando mostram sempre suas melhores obras no início da carreira. Por exemplo, Tarantino, com Cães de Aluguel”.

A programação conta com duas competições principais, a júnior e a de longas-metragens, voltadas para públicos de diferentes idades. Natasha Prado explica cada uma delas.

“O BIFF Júnior é voltado ao público jovem. Então nós temos uma curadoria mirim, que analisa os filmes com o olhar deles junto com a Anna Karina de Carvalho, que é a nossa diretora artística, e eles avaliam roteiro, qualidade, direção. Para que filmes juvenis tenham mais espaço, que eles não costumam ter nas salas de cinema. E a mostra competitiva, eles precisam atender essas mesmas características de qualidade. Os nossos curadores buscam filmes que impactam, que tenham temas relevantes, roteiros bons”.

Nesta edição do evento, a homenageada é a produtora Gullane, responsável por grandes filmes nacionais. Algumas das produções da empresa exibidas no evento são “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Que horas ela volta?”. Natasha Prado reforça a relevância da Gullane.

“A produtora Gullane, ela é uma das principais do Brasil e do cinema brasileiro, principalmente do cinema da retomada. Eles têm mais de 80 filmes e também tem muita participação em festivais internacionais, levando o cinema brasileiro para fora, além de ser pioneira em coproduções, isso é muito importante”.

Natasha fala ainda sobre o momento vivido pelo cinema brasileiro, com o país concorrendo ao Oscar por dois anos seguidos, com “O Agente Secreto” e “Ainda estou aqui”, que venceu na categoria Filme internacional.

“É um ano muito especial. Já é o segundo ano consecutivo que o Brasil concorre a prêmios importantes no Oscar, o que dá muita visibilidade. Mas o Brasil sempre teve muita atenção internacional. Tanto que os festivais de cinema no Brasil sempre recebem muitos filmes e muitas inscrições. Então, mais do que nunca, eu acho que o Brasil está nos holofotes, estamos levando os nossos filmes para as salas no mundo inteiro e também trazendo muitos filmes do mundo inteiro para o Brasil”.

Outras atrações do festival são a Mostra de Cinema Negro e o Encontro dos Festivais. A ideia é fortalecer o audiovisual brasileiro, valorizando a diversidade e” promovendo o diálogo entre profissionais da área.

O Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até o dia 3 de maio no Cine Brasília, um dos mais tradicionais da cidade. A entrada é franca!

 


Fonte: EBC Cultura

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Goiânia e Anápolis recebem 12ª edição do Digo Festival

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No mês do Orgulho, o estado de Goiás inicia mais uma edição de um dos principais eventos do país que une o cinema e as pautas da comunidade LGBTQIAPN+. Começa nesta quinta-feira (18)) a décima segunda edição do Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, o Digo Festival.

Até o próximo domingo,  Goiânia e a cidade de Anápolis recebem simultaneamente a programação que reúne 52 filmes selecionados entre obras internacionais – Argentina, Chile, Peru e Espanha, e de realizadores das cinco regiões brasileiras. Na capital goiana, a programação será distribuída entre o Centro Audiovisual da Funai, o Cine Cultura e o Teatro Zabriskie; em Anápolis o festival se concentra no Cine Prime. 

Em Goiânia, a abertura do evento acontece logo mais,  às 18h, no Centro Audiovisual da Funai e será dedicada a uma das novidades do Festival: a Mostra Digo Prompt, voltada para curtas-metragens produzidos com inteligência artificial e filmes em formato vertical. Após a mostra acontece a exibição do longa  O Brilho Que Você Tem, com direito a bate papo com a equipe do filme. E como estamos em período junino, o primeiro dia será encerrado com apresentação da quadrilha LGBTI+ Cores Juninas.

Já em Anápolis, a programação abre também nesta quinta, no Cine Prime, a partir das 19h, com a exibição do longa argentino “Amor Trava “, de Lucrécia Mastrangelo seguido da coprodução Estados Unidos/Israel,  “A Man Walks Down the Street”, de Yuval Hadadi.

Entre sexta e domingo, a programação será dedicada às mostras competitivas de curtas – Nacional, Internacional, Goiás e Prisma, além de outras dedicadas a longas, brasileiros e estrangeiros. 

Reforçando o compromisso do Festival em utilizar não só audiovisual como ferramenta de conscientização e promoção dos Direitos Humanos, mas também outras linguagens e discursos, a programação contará ainda com espetáculos de teatro, debates, lançamento de livros, oficinas, dentre outros eventos.

Os horários e venda de ingressos estão disponíveis no site digofestival.com.br.


Fonte: EBC Cultura

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