Cuiabá
Alunas participam de Aulão Especial de Ritbox e fortalece projeto esportivo
Cuiabá
Mesmo com a baixa temperatura registrada em Cuiabá na noite desta terça-feira (12), mais de 30 mulheres participaram do aulão especial do Projeto Escola na Comunidade. A atividade reuniu mães e filhas, ex-alunas, estudantes e moradores da região na Escola Municipal Madre Marta Cerutti, no bairro Bela Vista.
Promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, o projeto é desenvolvido desde 2025 e tem ampliado o acesso da população às atividades esportivas e fortalecendo os laços entre a unidade de ensino e a comunidade.
Moradora do bairro Bela Vista, Márcia Rodrigues participa das atividades desde o início do projeto e destaca os benefícios conquistados ao longo desse período. “Estou desde o começo, quando iniciou no ano passado. A melhora foi em tudo, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Quando surge um projeto como esse, ajuda demais. Eu eliminei cinco quilos, isso conta muito”, comemorou.
Ela ressalta ainda que o projeto vai além da prática esportiva. “Aqui não é só a aula, é o vínculo, é amizade. A gente conhece as pessoas do bairro, cria laços. É maravilhoso. Agradeço aos professores que passaram pelo projeto, como o professor Vítor, no ano passado, e atualmente a professora Mayara”.
Também moradora da região, Milene de Oliveira destacou os impactos positivos para a saúde e para o convívio social. Segundo ela, o projeto se tornou uma importante opção de lazer saudável para a comunidade. “A gente faz funcional, trabalha perna, braço e abdômen. Agora tem o Ritbox, que é exercício no ritmo da música e ajuda a queimar mais calorias. A respiração melhora bastante, assim como o desenvolvimento do corpo”, relatou.
Além das aulas de treinamento funcional, o projeto oferece atividades de vôlei às segundas e terças-feiras, às 17h. Já o funcional ocorre às segundas e terças, das 18h às 21h, e às quintas-feiras, das 17h às 21h, na unidade escolar.
A profissional de educação física Mayara Nunes explica que atualmente as turmas atendem entre 30 e 35 participantes, com faixa etária a partir dos 10 anos. Entre os principais resultados observados estão a redução do sedentarismo, além da melhora na flexibilidade, autoestima e humor das participantes.
“Muitas relatam perda de peso, melhora na saúde e mais disposição no dia a dia. Trabalhamos o treinamento funcional em circuito. Elas pediram muito e eu trouxe a experiência com o Ritbox, que é uma dança ritmada com exercícios acompanhando a música. Está dando super certo”, destacou Mayara.
O diretor da escola, Luiz Cézar Sales, lembra que a unidade foi uma das primeiras a aderir à iniciativa. Segundo ele, o objetivo inicial era abrir a escola para fortalecer a integração com a comunidade. “No começo, a proposta ainda estava em fase de experimentação. O funcional foi pensado como uma atividade que pudesse atrair principalmente o público feminino, e o resultado foi um sucesso desde o início”, afirmou.
A iniciativa desenvolvida Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, sob liderança do secretário Jefferson Neves, atende cerca de 2 mil pessoas em diferentes unidades da rede municipal. A previsão é expandir o projeto para até 22 escolas ao longo do ano, ampliando o acesso ao esporte, à saúde e à qualidade de vida da população cuiabana.
Confira abaixo as unidades escolares que atendem o Projeto Escola na Comunidade:
- EMEB Antônia Tita Maciel
Segunda, quarta e quinta: 18h30 às 21h | Sábado: 8h às 10h
Terça e quinta: 18h às 22h | Sábado: 8h às 12h
- EMEB Lenine de Campos Póvoas
Terça e quinta: 18h às 22h | Sábado: 7h às 11h
- EMEB Maria Dimpina Lobo Duarte
Segunda a sexta: 18h às 20h
- EMEB Maria Ambrosio Pommot
Segunda, terça e sexta: 18h às 22h
- EMEB Ten. Octacílio Sebastião Cruz
Terça e quinta: 18h às 22h | Sábado: 6h às 10h
Segunda a quinta: 18h às 20h30 | Sexta: 18h às 20h
- EMEB Prof. Zeferino Leite
Segunda, quarta e sexta: 18h às 20h30
Terça: funcional às 18h30 e vôlei às 19h30 | Quinta: funcional às 18h30 | Sexta: funcional às 18h30
- EMEB Jean Carlos Pinho Santos
Segunda: funcional das 18h às 20h | Terça: capoeira | Quarta: futsal | Quinta: capoeira das 19h às 21h | Sexta: funcional das 18h às 20h | Sábado: 8h às 10h
- EMEB Cel. Octayde Jorge da Silva
Terça e quinta: 18h às 22h | Sábado: 8h às 12h
Segunda, terça e quinta: 18h às 22h
- EMEB Agostinho Simplício de Figueiredo
Horários em reorganização
Horários em reorganização
- EMEB Prof. Firmo José Rodrigues
Terça e quinta: 18h às 22h | Sábado: 8h às 12h
- EMEB Senador Gastão de Matos Miller
Terça e quinta: 18h às 22h | Sábado: 7h às 11h
- EMEB Prof. Francisval de Brito
Segunda, terça, quarta e quinta: 18h às 21h
Terça e quinta: 17h30 às 21h | Sábado: 8h às 11h
Terça, quarta e quinta: 19h às 21h
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quarta-feira (14), o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.
Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.
Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.
Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.
Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.
O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.
Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.
Gilberto Figueiredo esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.
Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas.
“Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.
A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.
Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é porque trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.
Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).
Fonte: ALMT – MT
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