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Antonio Pitanga tem trajetória cinematográfica contada no CCBB do Rio

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A trajetória do ator Antônio Pitanga, considerado fundamental para o protagonismo negro no cinema brasileiro, é contada em uma grande retrospectiva no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.

Pitanga destacou-se especialmente pela atuação no período do Cinema Novo, movimento de renovação estética e política do cinema brasileiro, marcado por narrativas voltadas às desigualdades sociais e às tensões do país. Ele atuou em filmes centrais do período, tornando-se um de seus rostos mais conhecidos.

Sueli Voltarelli, Gerente Geral do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, conta como surgiu o projeto.

“A ideia de fazer a mostra sobre o Pitanga, e homenagear o Pitanga, surgiu a partir de uma inscrição da mostra no nosso edital de seleção de projetos. Quando nós vimos essa inscrição, nos apaixonamos pelo projeto, entendemos que era uma coisa muito importante a ser feita”.

Sueli também destaca a importância de Antonio Pitanga na história do cinema.

“Ele trabalhou com Glauber Rocha e está ativo até hoje. Então, são muitos e muitos anos que ele está no cinema brasileiro e é muito, muito merecido, essa homenagem.

A programação da “Mostra Pitanga” reúne clássicos da sétima arte com a participação do artista, obras restauradas e atividades paralelas, como um curso, leitura dramática e mesa redonda.

As sessões de cinema reúnem 39 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, que atravessam diferentes momentos do cinema brasileiro. Entre os destaques estão “Barravento”, de Glauber Rocha, “Ganga Zumba”, de Cacá Diegues, e “O Pagador de Promessas”, de Ancelmo Duarte.

Também vão ser exibidos filmes em versões restauradas em 4K, como “A Grande Feira” e “Tocaia no Asfalto”, do cineasta baiano Roberto Pires.

A mostra Pitanga fica em cartaz até o próximo dia 29, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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Museu Nacional reúne povos quilombolas no esforço de reconstrução

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O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro realiza, nesta quarta e quinta-feira (28 e 29), o evento “Diálogos da Reconstrução”, um debate com diferentes povos para a escolha de modos de transmitir seus conhecimentos dentro da instituição.

A ideia é que os grupos participantes integrem o processo de reconstrução do espaço, fechado desde 2018 devido a um incêndio de grandes proporções, tendo seus saberes, práticas e narrativas valorizados e difundidos.

Nesta terceira edição do Diálogos, o foco são as comunidades quilombolas, para abordar a preservação da memória, a produção cultural e a transmissão dos saberes desses grupos.

Um dos destaques da programação é a doação do acervo pessoal de Mãe Bernadete à instituição. A ialorixá e líder comunitária, assassinada em 2023, tornou-se referência na luta por direitos dos povos quilombolas.

A historiadora do Museu Nacional, Michele de Barcelos Agostinho, destaca a importância de incluir os diferentes povos brasileiros na reconstrução do Museu.

“O Museu Nacional é o museu mais antigo da América Latina, sofreu um grande incêndio em 2018. A gente está nesse processo de reconstrução  e a gente quer um museu que seja plural, polifônico, diverso, democrático, então ter a participação desses grupos para nós é fundamental”.

A especialista acrescenta que a sociedade brasileira precisa conhecer mais a cultura quilombola.

“Quando se fala em quilombo, normalmente se pensa em Palmares. Grande parte da sociedade desconhece o número de comunidades remanescentes quilombolas que nós temos, inclusive aqui no Rio de Janeiro, passa de 50. Então, as pessoas precisam de fato conhecer esses territórios, e não só conhecer o território, mas entender as lutas e os desafios que os grupos que ali vivem enfrentam”.

Esta é a terceira edição do Diálogos em Reconstrução, que conta com parceria da Associação de Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro e a Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas.

 


Fonte: EBC Cultura

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