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Abilio afirma que população não deve temer classificação de PCC e CV como terroristas

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quinta-feira (5) que pessoas sem ligação com o crime organizado não precisam se preocupar com a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa ao ser questionado sobre os possíveis reflexos da medida adotada pelo governo norte-americano. Segundo o prefeito, eventuais ações internacionais devem seguir as normas e tratados vigentes entre os países.

Abilio avaliou que operações direcionadas contra integrantes de facções criminosas podem ocorrer dentro dos mecanismos legais de cooperação internacional. No entanto, descartou qualquer possibilidade de intervenção direta dos Estados Unidos em território brasileiro.

“Pode haver operações contra traficantes e faccionados. Agora, não tem a menor possibilidade de os Estados Unidos entrarem aqui dessa forma”, afirmou.

O prefeito também disse acreditar que a população que não possui envolvimento com organizações criminosas não tem motivos para preocupação. “Se você não é faccionado e não é traficante, não tem que se preocupar com isso”, declarou.

Segundo Abilio, as medidas devem atingir especificamente integrantes de facções e estruturas ligadas ao crime organizado, sem impacto para o cidadão comum.

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Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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