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Mãe se revolta ao ver pai preso por matar filha adolescente de 12 anos em Várzea Grande; vídeos

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Conteúdo/ODOC – A revolta pela morte da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, tomou conta da porta da Delegacia da Mulher de Várzea Grande na noite de domingo (7). Em vídeo, a mãe da vítima aparece aos gritos ao ver o pai da menina preso pelo crime.

“Desgraçado, você matou a minha filha”, gritou a mulher. O registro foi feito poucas horas após a morte da criança ser confirmada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá.

Abalada, a mãe demonstrou indignação diante da tragédia. “Estou indignada. Ele matou a nossa filha. Uma criança de 12 anos, morta por ele”, afirmou.

Foi a própria mãe quem encontrou Olga desacordada no chão de um quarto da casa do pai. A menina apresentava diversas lesões pelo corpo e foi socorrida às pressas para a UPA do Verdão, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher contou que foi até a residência do ex-companheiro por volta das 18h para buscar a filha. Após insistir várias vezes no portão, o homem saiu do imóvel e afirmou que a menina não estava no local, alegando que ela estaria brincando na casa de uma vizinha.

Após o crime, o suspeito deixou a residência. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada e isolou a casa para os trabalhos de investigação.

Pouco depois, os policiais receberam a informação de que o homem havia se apresentado espontaneamente na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas, em Várzea Grande.

Segundo o delegado Nilson Freitas, durante o depoimento o suspeito afirmou que agrediu a filha após encontrar mensagens trocadas por ela com um menino nas redes sociais.

O caso segue sob investigação. Exames da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) deverão apontar a causa exata da morte da adolescente.

Veja o vídeos

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Núcleo financeiro de WT tem esposa, advogada, ex-assessor da Câmara e influencer, diz PC; confira

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Conteúdo/ODOC – Esposa, advogada, braço-direito, influencer, ex-assessor parlamentar e jogador de futebol amador estão entre os alvos da Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (30) para desarticular o núcleo financeiro ligado a Paulo Witer Farias Paelo, o WT, apontado como tesoureiro do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Ao todo, a ação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares contra 14 investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

WT, que já está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, também foi alvo da operação e teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido dentro da unidade prisional. Segundo a Polícia Civil, ele continuava comandando a movimentação financeira da organização criminosa mesmo encarcerado.

Entre os presos está Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de WT. A Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão em três imóveis ligados a ela — um condomínio em Camboriú (SC), um edifício em Itapema (SC) e um apartamento em Cuiabá. Durante as diligências, foram apreendidos bolsas de luxo, joias e dinheiro em espécie.

Também foram presos a advogada Dayane Karol Moreira da Silva, apontada pela investigação como responsável por ocultar e dissimular o patrimônio de WT; o ex-assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva; o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como Soldado; Emerson Ferreira Lima, o Gordinho, apontado como braço direito de WT; a influenciadora Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson; Aldemir de Assis Campos, o Tucão; Ygor Henrique da Silva Martins; e Anderson Alves de Sousa.

Katani Adorno foi presa na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, quando desembarcava de uma viagem a Paris.

Também foram alvo de mandados de busca e apreensão Wellen de Amorim Gomes, Giselly Breier Streck, Jhonatan Alves Ventura, conhecido como Japão, Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, o Pisquila, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira e Fernando Wagner Moraes Amorim.

A operação

A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Segundo a Polícia Civil, a investigação revelou que o grupo utilizava terceiros para ocultar patrimônio, movimentar recursos ilícitos e adquirir imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível.

Além das prisões, a Justiça autorizou buscas pessoais, domiciliares e veiculares, quebra de sigilo de dispositivos eletrônicos, sequestro de bens, indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros.

As medidas foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

O patrimônio alcançado pelas decisões judiciais é estimado em R$ 17,2 milhões e inclui apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos, quatro veículos e o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros.

De acordo com a Polícia Civil, WT continuava exercendo o comando financeiro e disciplinar da facção mesmo preso, orientando integrantes em liberdade e determinando movimentações de recursos ilícitos. As medidas judiciais têm como objetivo interromper as atividades do grupo, preservar provas e atingir sua base financeira.

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