Mato Grosso
Menina de 12 anos morreu enforcada após pai ler troca de mensagens dela com garoto
Mato Grosso
Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, foi assassinada pelo próprio pai, Claudinei da Silva, de 42 anos, dentro de casa, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande.
O crime aconteceu depois que ele flagrou uma conversa da filha com um garoto pelo Instagram.
Segundo a Polícia Civil, Claudinei enforcou a menina durante uma discussão, o que causou um sangramento intenso pelo nariz.
Mesmo vendo a gravidade da situação, ele não pediu socorro e fugiu de casa.
O delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que o suspeito foi preso em flagrante e autuado por feminicídio, com agravante por a vítima ser menor de 14 anos. Ao sair da delegacia, Claudinei permaneceu em silêncio.
De acordo com as investigações, pai e filha haviam passado o domingo em uma confraternização familiar em um clube, comemorando o aniversário do avô da menina.
Claudinei disse que consumiu bebida alcoólica no evento e, ao voltar para casa, pegou o celular da filha.
Ao acessar o aparelho, viu as mensagens trocadas entre Olga e um menino.
Começou então uma discussão. Em depoimento, ele admitiu ter esganado a própria filha durante o desentendimento.
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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