Cuiabá
Cuiabá registra queda nos acidentes com animais peçonhentos em 2026; escorpiões lideram ocorrências
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), registrou redução no número de acidentes causados por animais peçonhentos em 2026. Os dados constam no Boletim Epidemiológico divulgado pela Diretoria de Vigilância em Saúde, referente ao mês de maio, e apontam que os registros acumulados até a 22ª semana epidemiológica permanecem abaixo dos índices observados no mesmo período de 2025.
Durante o mês de maio, foram contabilizados 43 atendimentos relacionados a acidentes com animais peçonhentos. Desse total, 36 envolveram moradores de Cuiabá e sete ocorreram com pessoas residentes em outros municípios atendidas na capital.
A comparação entre os dois anos demonstra uma redução expressiva dos casos. Enquanto em 2025 a média era de 24,9 ocorrências por semana epidemiológica até o fim de maio, em 2026 esse índice caiu para 7,7 registros semanais.
Entre os moradores de Cuiabá, os escorpiões continuam sendo os principais responsáveis pelos acidentes registrados. Foram 26 ocorrências envolvendo esses animais, representando cerca de 60% dos casos. Também foram registrados oito acidentes provocados por outros animais peçonhentos e dois por aranhas. Não houve registros de acidentes com serpentes entre residentes da capital durante o período analisado.
Já entre os pacientes não residentes atendidos em Cuiabá, foram registrados quatro acidentes com escorpiões e três envolvendo serpentes.
Os 36 casos registrados entre moradores da capital foram distribuídos em 28 bairros diferentes. As maiores concentrações ocorreram nos bairros Jardim Imperial e Areão, seguidos pela Zona de Expansão Urbana do Manduri e pelas Áreas de Expansão Urbana da Região Leste.
Outro dado positivo destacado pelo boletim é que todos os acidentes registrados em maio foram classificados como de gravidade leve, sem ocorrência de casos moderados ou graves.
A Vigilância em Saúde reforça que a adoção de medidas simples pode contribuir significativamente para reduzir o risco de acidentes com animais peçonhentos. Entre as principais recomendações estão:
• Manter quintais, terrenos e áreas externas sempre limpos, evitando o acúmulo de lixo, entulhos e materiais que possam servir de abrigo;
• Utilizar calçados fechados ao caminhar em locais com vegetação, pouca iluminação ou presença de materiais acumulados;
• Instalar telas de proteção em ralos, portas e frestas;
• Evitar colocar as mãos em buracos, troncos, pilhas de materiais ou locais sem visibilidade adequada;
• Manter a vegetação ao redor das residências sempre aparada.
Em caso de acidente com animais peçonhentos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) funciona junto ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), localizado na Rua Orivaldo M. de Souza, s/n, bairro Ribeirão do Lipa.
A população também pode buscar orientação pelos telefones (65) 3318-6913 e 0800-722-6001, disponíveis 24 horas por dia. O atendimento rápido é fundamental para a avaliação adequada do caso e para a adoção das medidas necessárias.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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