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Sargendo da PM é baleado na cabeça após receber ligação de mulher; adolescente é suspeito

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Conteúdo/ODOC – Um sargento da reserva da Polícia Militar foi vítima de uma tentativa de homicídio na noite desta quinta-feira (11), em Poconé (104 km de Cuiabá). Um adolescente de 16 anos é apontado como principal suspeito do crime.

Segundo relato da vítima, ao retornar para casa, recebeu uma ligação de um número pertencente ao adolescente. Durante a chamada, uma mulher pediu R$ 50 emprestados e combinou de buscar o dinheiro na residência do militar.

Minutos depois, a mulher chegou ao local. No entanto, o policial foi surpreendido pela presença do adolescente, que sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos em sua direção.

Ainda conforme a vítima, ele conseguiu fechar a porta da casa e tentou escapar, mas foi perseguido pelo suspeito. Os dois entraram em luta corporal e, durante o confronto, o adolescente efetuou novos disparos antes de fugir.

Mesmo ferido, o sargento permaneceu consciente e conseguiu buscar ajuda. Ele sofreu lesões na cabeça, no ombro esquerdo e uma fratura na clavícula.

Vizinhos acionaram equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar. Não há informações do atual estado de saúde dele. Durante as diligências, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança da região e identificaram um Renault Sandero estacionado próximo à residência.

As gravações mostram uma jovem, apontada como namorada do suspeito, descendo do veículo e seguindo em direção à casa da vítima. Após o crime, o casal teria utilizado o mesmo carro para fugir em direção ao distrito de Cangas.

Durante as buscas, os policiais localizaram a mãe do adolescente. Ela relatou ter recebido uma ligação do filho, que afirmou: “Atirei contra um policial e preciso de apoio para esconder o carro”.

A mulher disse que recolheu o veículo usado na fuga, mas alegou desconhecer o paradeiro do adolescente. Segundo ela, não procurou as autoridades por medo de represálias.

Ainda de acordo com o relato da mãe, o adolescente pretende se apresentar à Polícia para prestar esclarecimentos sobre o caso.

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Mulher de “Gordão”, influenciadora é presa em VG ao desembarcar de viagem a Paris

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A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta sexta-feira (31), a influenciadora Katani Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”, investigado por integrar o núcleo financeiro de uma facção criminosa em Mato Grosso. Ela foi detida no Aeroporto Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, logo após retornar de uma viagem a Paris, na França.

Segundo a investigação, Katani passou a ser monitorada pela Polícia Federal desde o desembarque em São Paulo. A prisão, no entanto, foi realizada somente quando ela chegou a Mato Grosso por equipes da Polícia Civil.

Katani é alvo da Operação Replay, deflagrada na quinta-feira (30) pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A ofensiva investiga um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para movimentar recursos de uma facção criminosa e cumprir mandados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Marido já havia sido preso

Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, foi preso na quinta-feira durante a operação. De acordo com o delegado Vitor Hugo Caetano, ele ocupava uma posição estratégica na estrutura financeira da organização e atuava diretamente ao lado de Paulo Witer Paelo Farias, o “W.T.”, apontado como tesoureiro da facção.

As investigações indicam que, mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), W.T. continuava comandando a movimentação financeira da organização criminosa, determinando a compra de bens e a ocultação de patrimônio por meio de celulares usados clandestinamente dentro da unidade prisional.

Além de “Gordão”, também foram presos a advogada e influenciadora Dayane Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Soldado”, e o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva, o “Brunninho”.

W.T., que já cumpria pena na PCE, teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido. Ao todo, a operação resultou em sete prisões — cinco de pessoas que estavam em liberdade e duas de investigados que já se encontravam no sistema prisional.

Esquema financeiro

Segundo a Polícia Civil, cada investigado exercia uma função específica na engrenagem financeira da organização criminosa.

Dayane Karol Moreira é apontada como responsável por regularizar imóveis registrados em nome de terceiros para dar aparência de legalidade ao patrimônio da facção e ocultar os verdadeiros proprietários.

Já Alex Júnior é investigado por atuar como um dos principais operadores de W.T. fora da prisão, enquanto Brunno Passos mantinha contato direto com o tesoureiro e executava determinações relacionadas à movimentação financeira do grupo.

A operação também atingiu o patrimônio da organização. Conforme a Polícia Civil, foram sequestrados cerca de R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo, incluindo imóveis de alto padrão em Santa Catarina. A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 18 milhões em ativos financeiros.

A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Conforme a investigação, a análise de dados telemáticos revelou que a estrutura financeira da facção continuou ativa mesmo após as operações anteriores e a prisão de W.T.

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