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TRE manda MPE investigar suspeita de caixa dois na campanha de Flávia Moretti

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Documentos apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) apontam supostos pagamentos em dinheiro vivo a coordenadoras e fiscais eleitorais durante a campanha da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL). O caso será investigado em procedimento próprio pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), sob sigilo.

O material foi anexado recentemente pelo Diretório Municipal do União Brasil no recurso que pede a cassação da prefeita e do ex-vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), por supostos crimes eleitorais praticados durante a campanha de 2024.

Apesar da tentativa de incluir os documentos na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), o TRE-MT decidiu retirar o material do processo principal e encaminhar as informações para análise específica do Ministério Público Eleitoral.

As suspeitas envolvem possíveis irregularidades relacionadas a caixa dois, omissão de despesas eleitorais e movimentação de recursos fora dos mecanismos oficiais de controle da Justiça Eleitoral.

Os documentos incluem depoimentos prestados à Polícia Federal por duas mulheres que afirmam ter atuado como coordenadoras de fiscais do Partido Liberal em Várzea Grande durante as eleições municipais de 2024.

Segundo os relatos, elas teriam sido contratadas para coordenar equipes de fiscais no dia da votação, com promessa de pagamento de R$ 250 via PIX. No entanto, afirmam que os valores foram pagos em espécie no comitê partidário, no dia seguinte à eleição.

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Projeto ajuda idosos a combater esquecimento: “Continuar a vida”

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O passar dos anos deixa marcas visíveis na pele, mas também pode despertar receios que não aparecem no espelho, como o de perder a memória, a autonomia e o controle sobre a própria vida. Em Cuiabá, o programa Memória Afiada 60+ reúne homens e mulheres que buscam manter o cérebro ativo, preservar a independência e continuar aprendendo, em uma rotina que alia exercícios cognitivos à convivência social.

Nós vamos murchando. Não porque queremos, mas porque, às vezes, os próprios parentes e a sociedade fazem com que a gente fique assim

Aos 88 anos, José Tavares é um dos participantes mais antigos do grupo. Ele começou a frequentar o programa há mais de cinco anos, após identificar pequenos esquecimentos. “Vocês não me conheceram antes. Mas até ficar mais bonito eu já fiquei”, brincou.

O bom humor com que contou sua experiência contrasta com a reflexão sobre o tratamento dado aos mais velhos. Para José, a falta de atenção e respeito contribui para o afastamento dos idosos do convívio social, inclusive dentro da própria família.

“À medida que os anos chegam para nós, é costume na sociedade ir afastando os mais idosos do convívio. Acho que essa é uma das razões pelas quais nós, com o passar do tempo, vamos ficando isolados. Nós vamos murchando. Não porque queremos, mas porque, às vezes, os próprios parentes e a sociedade fazem com que a gente fique assim”, afirmou.

No Memória Afiada, José encontrou um espaço para aprender, compartilhar experiências e continuar participando ativamente da vida. Ele definiu a experiência como uma “reviravolta” em sua trajetória.

“A gente aprende a viver igual aos outros, temos alegrias, temos sentimentos, temos até amores, por incrível que pareça”, disse.

A busca pelo programa também parte de quem deseja estimular a mente como forma de prevenção. É o caso de Ozair Bezerra, de 70 anos, que conheceu o Memória Afiada ao passar em frente à antiga unidade e decidiu fazer uma aula experimental. “Fiz, gostei e estou aqui até hoje, há quase cinco anos”, contou.

Para ele, manter uma rotina de exercícios cognitivos é uma forma de se preparar para as mudanças que podem surgir com o envelhecimento.

“É um tratamento preventivo. A melhor coisa é prevenir. A idade chega e a gente sabe dos esquecimentos e de outros problemas que vão aparecendo, e o Memória Afiada nos prepara para esse momento”, afirmou.

Depois de começar, Ozair também levou a esposa para participar das atividades. “Nós estamos quase na mesma idade e seguindo esses conhecimentos. No dia a dia, a gente sabe os efeitos que isso traz para a gente”, disse.

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